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As emissões produzidas pelos combustíveis fósseis usados para satisfazer as crescentes necessidades energéticas a nível global estão a provocar alterações climáticas perigosas no planeta. As consequências do aquecimento global (desertificação, migração das populações, erosão da costa marítima, perda de biodiversidade, eentre outras) são alarmantes.
É urgente iniciar uma revolução energética com o objetivo estratégico de incentivar a utilização de fontes de energia renováveis, (sol, vento, água, etc.) para produção de energia necessária ao desenvolvimento e subsistência das populações.
Neste âmbito, a Estratégia Nacional para a Energia, publicada através da Resolução de Conselho de Ministros n.º 169/2005, tem como principais objetivos:
• garantir a segurança do abastecimento de energia, através da diversificação dos recursos primários
• garantir a adequação ambiental de todo o processo energético, reduzindo os impactes ambientais às escalas locais, regional e global
• reduzir a dependência energética face ao exterior (aumentando a capacidade de produção endógena) • aumentar a eficiência energética e reduzir as emissões de CO2 (diminuição do peso dos combustíveis fósseis nas fontes primárias de energia)
• reduzir o custo da energia e aumentar a qualidade de serviço
Contexto energético nacional
• elevada dependência energética (85 por cento)
• intensidade energética muito acima da média da União Europeia • setor residencial e dos serviços tem aumentado a intensidade energética, ao invés da tendência europeia • edifícios são fortemente consumidores de energia elétrica: representam 62 por cento da energia eléctrica
Analisando os valores, subentende-se que os edifícios têm de fazer parte das soluções encontradas para a diminuição das emissões de CO2, pelo que foi publicada legislação nacional acerca da eficiência e certificação energética, integrando um conjunto de três diplomas que contemplam alterações legislativas importantes que terão implicações nas práticas comuns de projetar e de construir edifícios, nomeadamente:
• RSECE – Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização em Edifícios
• RCCTE – Regulamento das Características do Comportamento Térmico dos Edifícios (DL 79/2006, de 4 de Abril)
• SCE – Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (DL 78/2006, 4 de Abril)
Paralelamente ao pacote legislativo, e a nível individual e numa óptica de eficiência energética é urgente integrar os princípios de racionalização de energia, para evitar que os consumos energéticos aumentem drasticamente. Cada cidadão pode e deve desempenhar um papel relevante na racionalização da energia em sua casa.
| Imprima se estritamente necessário. O ambiente agradece. |
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