24 de Maio de 2019
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Vinha e vinho através dos tempos
Com a participação das juntas de freguesia e grupos do concelho
Os aguadeiros
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O São Martinho serviu de mote ao desfile – barra cronológica sobre rodas com um denominador comum: vinha e vinho, trabalho e hábitos associados. No ar, o cheiro a água-pé e castanhas.

   Alenquer, 12 de novembro - parou a chuva, sossegou o vento. São Martinho deles teve que chegue, com metade do agasalho, e mais não merece. Incorporou o desfile de espada em punho e percorreu Alenquer sob um céu cinzento, mas luminoso. Marchava ao som ritmado dos bombeiros voluntários e era seguido por 20 carros alegóricos e seus ocupantes, como ele de outras eras provenientes. Um carro com romanos, uns metros e séculos depois, um outro com medievais. A seguir a representação da enxertia, pela freguesia de Meca; a escava, à moda de Ventosa; a poda, como em Cabanas de Torres; a empa, de Santo Estêvão; a cava, de Vila Verde dos Francos; a sulfatação, de Aldeia Gavinha; o enxofre dos abrigadenses. Seguiam-nos os aguadeiros da câmara municipal, responsável também pelos romanos e medievais que seguiam na frente. Ribafria levou a adiafa; Aldeia Galega da Merceana mostrou como se fazia o transporte; de Ota e Triana vieram lagares, um cesteiro de Palhacana e um tanoeiro de Olhalvo; Carnota montou uma adega, Cadafais uma taberna. A Associação da Rota dos Vinhos de Lisboa fechava o desfile. A vila foi boa anfitriã para romanos, medievais, agricultores, cesteiros, tanoeiros, taberneiros. Vestidos a rigor e rigorosos na representação, só não superaram em fidelidade a prestação dos bois e cavalo que puxaram, sem teimosias, os decorados carros da poda, do transporte e dos aguadeiros e do burro que passeou pela mão de um dos presidentes de junta.

   O público espalhou-se pelas ruas. Maiores concentrações nos largos Rainha Santa Isabel e Palmira Bastos. Muitas caras, muita surpresa – pelos carros, pela animação e por ver os passeios cheios, a julgar pelos comentários. “Nunca vi tanta gente em Alenquer” – uma hipérbole, sim, mas frase repetida amiúde.

   Canções de trabalho ecoaram pela vila – cantavam os elementos dos grupos Vida Ativa e dos Amigos de Ota, vindimeiros, aguadeiros, cavadores, com alegria contagiante, traduzida em dança, bater de pés e mãos, boa disposição. Os ranchos folclóricos de Aldeia Gavinha, Alenquer, Cabanas de Torres, Carregado, Fiandal, Olhalvo, Ventosa e Vila Verde dos Francos tiveram como palco o alcatrão das ruas Serpa Pinto, Bombeiros Voluntários, 25 de Abril, Sacadura Cabral e Triana, assim como os atores da trupe de teatro “Os 4 e o Burro”, de vozes sonoras e seguras. 

   João Hermínio, vice-presidente da câmara e vereador com a pasta do Turismo, pelouro responsável pela organização do evento, realçou que a cultura da vinha e do vinho se mantém fortemente enraizada na memória e imaginário coletivos da população do concelho, fazendo jus ao lema “Alenquer, terra da vinha e do vinho”. Agradeceu o “enorme e assertivo envolvimento” das juntas de freguesia e associações do concelho e o apoio dos Bombeiros Voluntários de Alenquer, da Guarda Nacional Republicana, da Associação Comercial e Industrial do Concelho de Alenquer (ACICA), das empresas Boa Viagem e Interaves e dos particulares que “tão amavelmente” se interessaram pelo projeto.
16-11-2011 Fonte: CMA
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