Galeras cheias, pessoas em sítios inauditos, as interjeições de quem participava ou observava apenas. Alenquer encheu-se de gente e de sons na sua segunda tourada à corda deste século. Uma tarde viva.
De organização conjunta - foram responsáveis as comissões das Festas da Ascensão e das Festas do Espírito Santo - a tourada à corda arrancou perto das cinco. Até essa hora muitas pessoas procuraram o melhor sítio para assistir. À falta de camarote correspondiam com soluções originais. Os dois touros aguardavam o momento de sair na base da Calçadinha. Era para lá que convergiam os olhares. A saída de um touro era acompanhada de correria. Alcançar uma distância confortável parecia ser a opção até dos mais bravos, que, depois, planeavam as suas investidas.
Os pastores, de camisa branca, puxavam o touro ao mesmo tempo que gritavam as palavras combinadas. Doze pulsos firmes, uma corda e um touro. Muitas foram as corridas e a chuva, intermitente, não demoveu ninguém.
O fim das Festas aproxima-se. A noite de sábado será iluminada por uma procissão de beleza incrível. A cada paroquiano uma vela, Calçadinha acima. No domingo, uma primeira novidade, pelas 10 da manhã: o 25.º Encontro de Diários Gráficos Urban Sketchers Portugal. Os eventos do dia ficarão registados em papel de desenho pela mão de vários artistas. O Museu João Mário recebe, pelas 19 horas, todos quantos queiram apreciar esses trabalhos. A partir das duas horas, a segunda novidade: a transmissão em direto das Festas para a TVI, que emitirá do Largo do Espírito Santo o programa “Somos Portugal: Festas do Império do Divino Espírito Santo”. Missa, procissão e bodo oferecerão, como é habitual, momentos de profundo significado para os alenquerenses. |