21 de Maio de 2019
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Prova de BTT Trilhos da Vila contou com 231 participantes
Organizada pelo Centro Social do Pessoal do Município de Alenquer (CSPMA)
Troço entre vinhas
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A manhã da prova começou nublada. As primeiras gotas de chuva caíram já misturadas com a ansiedade dos organizadores. A chegada de cada participante foi aligeirando o receio de que o tempo prejudicasse a maratona e, uma hora antes do seu início, o cenário era já promissor.

    A zona dos campos de ténis, junto ao Parque Urbano da Romeira, foi o lugar escolhido pelo CSPMA para secretariar e dar início à prova de BTT Trilhos da Vila. Os participantes começaram a chegar bem cedo para levantar os dorsais e parecia haver uma bicicleta em todos os ângulos de visão. Os ciclistas preparavam-se com algumas voltas pelas imediações e os membros do CSPMA e os voluntários que os apoiaram, quase todos funcionários da câmara municipal, ultimavam os preparativos. As nuvens que escureciam o céu passaram para segundo plano e era visível a expectativa quanto à partida. 

   Nove horas e oito minutos. Depois das explicações do presidente do CSPMA, Hélder Batista, também ele um entusiasta do BTT, é cortada a fita. Perto de 200 ciclistas partem para o percurso de 40 km e um grupo bem mais pequeno para o de 80. Sossegaram os corações dos envolvidos nesta primeira parte do evento, a das inscrições e da entrega de dorsais, t-shirts e lembranças pela participação na prova. 

   O percurso desenhou-se em vias urbanas, caminhos em terra batida, trilhos e single tracks - ou trilhos estreitos com espaço de passagem para apenas uma pessoa. Bombeiros Voluntários de Alenquer (BVA) e Guarda Nacional Republicana (GNR) marcaram presença durante toda a prova, estrategicamente colocados para prevenção de acidentes ou pronta prestação de auxílio. Quatro ambulâncias e um jipe de intervenção rápida foram distribuídos ao longo do percurso e a circulação de ambos, ciclistas e automobilistas, foi coordenada pela acção de batedores da GNR nos troços urbanos. Membros do grupo motard Tigres da Estrada acompanharam de perto os participantes, ajudando a perceber o traçado da prova e garantindo que ninguém se perdesse.

   Depois de atravessar Alenquer, os ciclistas subiram até aos Cabeços, em estrada de terra batida. A vista, ampla, incluía os largos serpenteios do Tejo lá em baixo. O castro da Pedra d’Ouro, o Canhestro, as Antas e Santana da Carnota foram percorridos através de trilhos, vinhas e até de um eucaliptal. Nesta última localidade, paragem para abastecimento, garantido pela junta de freguesia. Os participantes encaminharam-se, depois, para Refugidos, por entre os moinhos eólicos que salpicam a zona. O percurso reservava uma passagem por Cadafais e pela Quinta do Brandão, "através da vinha do sr. Aguiar", como fez questão de frisar o presidente do CSPMA. As passagens por terrenos privados foram autorizadas pelos donos, a quem "o centro muito agradece". Num single track, desceram os ciclistas até ao Casal da Barroca para voltar a entrar na vila. Para os participantes na meia-maratona, o fim estava perto – faltava entrar no edifício da Romeira para uns metros de BTT de interior.

   Para os maratonistas, a volta continuava com a passagem pelo pomar do sr. Arrenegado e, logo a seguir, por uma horta. Contrastando com a paisagem verde ou urbana até ali presenciada, o aspecto lunar das pedreiras surpreendeu os concorrentes. O Bairro, as serra e Quinta de Ota seguiram-se-lhes. 

   A logística envolveu os imprescindíveis pontos de abastecimento, os controlos de passagem e a circulação de viaturas de apoio. Enquanto decorria a prova, o Fórum Romeira foi sendo preparado para servir mais de 300 almoços, confeccionados no local por funcionários da autarquia. 100 quilos de carne, 18 de arroz, 15 de feijão, 20 de tomate, cinco de azeitona, 24 alfaces e dezenas de molhos de coentros serviram de ingredientes para a refeição. À sobremesa, 280 quilos de fruta e muitos semifrios esperavam participantes, acompanhantes, organizadores e voluntários. Foram distribuídas ao almoço e durante a prova mais de mil garrafas e água e outras trezentas de sumo. 

   Terminado o almoço, foram anunciados os vencedores da prova. Tiago Nuno Silva, da equipa Lacoviana/Edaetech/Bicicletas Lavarinhas ganhou a maratona e David Ventura, da CSRD Ota/LPA a meia-maratona. O sorteio de uma bicicleta, de massagens terapêuticas e outros prémios representou o fim da actividade.

   Hélder Batista confirmou os comentários ouvidos aos ciclistas ao referir que "a prova decorreu bastante bem e que resultou numa grande manifestação desportiva com os seus 231 participantes". Agradavelmente surpreendido pela adesão, disse que "dado o sucesso desta 1.ª maratona, o CSPMA avançará com a organização de uma segunda em 2010". Dirigiu os seus agradecimentos "a todas as entidades públicas e privadas que com o CSPMA colaboraram, em especial à Câmara Municipal de Alenquer e à Junta de Freguesia da Carnota", mostrando-se igualmente sensibilizado com a ajuda prestada pelos cerca de 50 voluntários.

   O CSPMA, que segundo os seus estatutos, “tem como objectivo a promoção cultural, recreativa e assistencial dos seus associados", não dispõe de fundos próprios que não os decorrentes das quotas instituídas. Encontra na organização de eventos como esta maratona Trilhos da Vila uma forma de garantir parcialmente o apoio prestado aos seus membros.
 
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15-09-2009 Fonte: CMA
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