25 de Novembro de 2020
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Luís Rema, vereador do Pelouro do Urbanismo
Novas infra-estruturas serão factor de atracção e de desenvolvimento
Luís Rema, vereador do Urbanismo
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“A reordenação do espaço público e urbano de qualquer localidade é um projecto complexo que obriga a uma morosa e transversal análise sectorial. Afinal, mais do que as lacunas do presente, o que está em causa são as necessidades do futuro”. Nesta entrevista, o vereador Luís Rema faz um ponto de situação e analisa as obras do rio de Alenquer e do Parque Urbano da Romeira.

Em que fase se encontram as obras e de que forma estão a decorrer?
O processo de revitalização da vila de Alenquer tem quatro fases distintas. A primeira foi a intervenção na zona ribeirinha e área envolvente. Esta iniciativa está quase concluída, faltando a colocação do mobiliário urbano e alguns pormenores de alinhamento. Em paralelo com esta obra está a decorrer um outro projecto de enorme significado e necessidade que é a adaptação dos terrenos que envolvem o Fórum Romeira e as piscinas municipais a novas áreas de lazer e desporto. Temos a certeza que este projecto irá marcar a diferença pela sua qualidade e criatividade. Estas duas obras, com custos superiores a 10 milhões de euros, representam o início de uma Alenquer renovada.

Isso significa que outras intervenções irão surgir?
Sim. De momento estamos a passar para a segunda fase. Nesta etapa procurar-se-á conferir uma nova imagem a outras áreas da vila com a intervenção nas ruas Sacadura Cabral e de Triana, e por conseguinte nos largos Palmira Bastos, Rainha Santa Isabel e do Espírito Santo, e ainda no núcleo urbano do Areal. Neste último, as obras, que deverão arrancar no princípio do ano, contemplarão toda a área da antiga fábrica de papel e ligarão ambas as margens do rio ao Jardim das Águas, adicionando mais espaços de lazer de qualidade aos já existentes.

E em que consistem as duas outras fases?
A terceira fase tem como desiderato a revitalização de toda a zona histórica. A vila alta tem sido alvo de algumas obras pontuais mas, como núcleo histórico importante que é, deverá ser alvo de uma intervenção com contornos mais assertivos e estéticos (ex.: enterramento dos cabos aéreos, zona envolvente à Câmara Municipal). Por último, a quarta fase incidirá nas áreas urbanas mais recentes - como as Paredes - e visará essencialmente a reorganização do trânsito e do estacionamento automóvel, o melhoramento dos acessos e das vias pedonais e o incremento dos espaços verdes.

Quais têm sido as maiores dificuldades com que se tem deparado?
Têm sido essencialmente dificuldades de cariz técnico inerentes à própria natureza das obras. A zona adjacente ao rio, por exemplo, comporta infra-estruturas subterrâneas que dificultaram as obras e, em alguns casos, impossibilitaram um ordenamento mais consentâneo.          

Estas obras terão um profundo impacto em Alenquer.
É verdade. Com o término das obras da Romeira e da zona ribeirinha, 2008 deverá marcar o início de um novo ciclo em Alenquer. As novas infra-estruturas públicas dotarão Alenquer de elementos capazes de potenciar e incentivar a realização de projectos e eventos susceptíveis de dinamizar a sede do concelho. O rio deixará de ter um carácter mutilador e triste, para ser um factor de atracção e de desenvolvimento com indiscutíveis mais-valias em termos ambientais, comerciais, culturais, desportivos e turísticos.

Como analisa a mobilidade no centro da vila?  
A mobilidade é determinante para a competitividade, sustentabilidade e qualidade de vida dos centros urbanos. Nesta lógica, as obras da zona ribeirinha foram projectadas de modo a disciplinar a circulação automóvel e a privilegiar a circulação e a segurança dos peões. A aposta em mais espaços pedonais traduzir-se-á no incremento da qualidade de vida dos munícipes e na revitalização do comércio local. As especificidades geográficas da nossa vila impedem a construção de mais parques de estacionamento centrais. Deste modo, nas zonas mais significativas da vila baixa, e à semelhança da esmagadora maioria das sedes de concelho, o estacionamento será pago (está prevista a colocação de parquímetros no 1.º trimestre de 2008). Em contrapartida, estão a ser construídos parques gratuitos nas extremidades da vila.

Na sua opinião, quais são os sectores que mais beneficiarão com as obras?
Todos os munícipes e sectores beneficiarão com estas obras. Contudo, destaco o impacto que estas intervenções terão em termos comerciais e turísticos. As áreas intervencionadas poderão tornar-se pontos de referência e contribuir para a projecção e para a divulgação da vila. Alenquer pode vir a ser de facto, e não apenas teoricamente, um destino complementar a outros como Lisboa, Sintra, Cascais e Óbidos. O turismo é um sector em franco crescimento - emprega 10% da população activa nacional e representa 11% do Produto Interno Bruto - e em que urge apostar. Este sector é muito exigente e para conquistá-lo é necessário apostar na qualidade. Estas novas infra-estruturas vêm adicionar mais-valias que acrescentarão qualidade e que tornarão a vila de Alenquer a porta de entrada de um concelho com um passado de orgulho e um futuro auspicioso onde as pessoas são um dos seus melhores suportes.
02-01-2008 Fonte: CMA
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