24 de Outubro de 2018
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ALMA DO VINHO 2018
O ano da consolidação do maior festival de vinhos da Região de Lisboa
Volvidos 15 dias da abertura da segunda edição daquele que é o maior festival de vinhos da região de Lisboa, e decorrido o tempo necessário para uma avaliação criteriosa, ouvindo parceiros, produtores e visitantes, o saldo é claramente positivo.

A edição de 2018 da Alma do Vinho de Alenquer foi o ano da consolidação de um festival dedicado à cultura vitivinícola de Alenquer e de toda a região de Lisboa, organizado pelo município de Alenquer.

Ao longo de quatro dias, entre 13 e 16 de setembro, mais de 25 mil visitantes passaram pelo Parque Urbano da Romeira, onde puderam provar e comprovar a qualidade dos vinhos de quarenta produtores da CVR de Lisboa, participar em provas comentadas, assistir a showcookings, conferências, visitar exposições e assistir a concertos, entre outras.

Para esta segunda edição da Alma do Vinho, a organização enfrentava à partida algumas premissas difíceis, depois do sucesso do ano passado, nomeadamente cumprir as elevadas expetativas em torno do evento, e com a responsabilidade acrescida de ser este ano, Cidade Europeia do Vinho, distinção que partilha com Torres Vedras.

No encerramento da Alma do Vinho, o presidente do município, Pedro Folgado, considerou que os objetivos foram plenamente cumpridos, destacando a satisfação generalizada de quem participou no certame.

“Ao longo destes quatro dias foram muitas as pessoas que me vieram dar os parabéns, e inclusive perguntar-me como será a próxima edição, que novidades teremos, e esta é a melhor forma de aferir o sucesso da Alma do Vinho. O ano passado testámos o conceito, este ano melhorámo-lo e as pessoas reconhecem isso, e é muito gratificante quando assim é”, sustentou.

Para Pedro Folgado um dos maiores desafios da Alma do Vinho era construir um Festival que envolvesse todos os agentes económicos da fileira do vinho, sem o tornar um mero evento de consumo de bebidas alcoólicas.

“Queríamos um evento que prestasse homenagem ao vinho, aos seus produtores, aos agricultores, enfim a todos aqueles que vivem de forma mais ou menos direta deste nosso produto que é o vinho. Não o queríamos, contudo, banalizar e também esse objetivo foi cumprido. As pessoas vieram e provaram os vinhos expostos, mas assistiram também às provas, e a maioria saiu do evento a saber mais de vinhos, a apreciá-los melhor, e sobretudo a conhecer melhor os vinhos de Alenquer e de toda a região de Lisboa”.

Sobre o retorno financeiro dos produtores, Pedro Folgado considera que esse é um balanço a fazer no longo prazo, até porque a Alma do Vinho não é assumidamente uma feira de vinhos.

“As pessoas vêm para provar os vinhos e participar nas atividades que temos para oferecer, e apesar de termos uma loja de vinhos no espaço, este não é de facto o local mais propicio à venda de garrafas. Mas se as pessoas saírem daqui, e da próxima vez que comprarem uma garrafa para consumo próprio ou para oferecer, se lembrarem deste ou daquele vinho que provaram na Alma do Vinho, eu penso que o retorno será bastante grande no médio/longo prazo”, defendeu.

Para Pedro Folgado, outro dos grandes feitos da Alma do Vinho, foi conseguir reunir 40 produtores no mesmo espaço, um número que foi estabelecido como limite e que por isso até poderia ter sido ultrapassado.

“Este é um trabalho que começou muito antes da Alma do Vinho, ou o mais correto será dizer que a Alma do Vinho é a consequência de um trabalho que temos vindo a desenvolver junto dos produtores, sensibilizando-os para a importância da divulgação dos seus vinhos e de trabalharmos todos juntos para conseguirmo-nos impor num mercado ainda dominado pelo Alentejo e Douro”, explicou.

“Penso que sermos Cidade Europeia do Vinho, foi a demonstração que faltava do nosso empenho nesta matéria. O município de Alenquer não é produtor de vinho, mas pode contribuir de forma decisiva para a sua visibilidade. Temos qualidade, temos alguma quantidade e não tenho dúvidas que quem nos conhece fica apreciador, até porque somos imbatíveis na relação qualidade/preço”, salientou Pedro Folgado.

Sobre a edição 2019, o presidente diz que ainda há espaço para melhorar e para envolver outros agentes do vinho, como os escanções.

“Há sempre espaço para melhorar, e definido o conceito é perceber o que podemos mudar, como podemos tornar esta experiência melhor para todos os que vivem estes dias de Alma do Vinho”, concluiu.

O vice-presidente do município, Rui Costa, recordou por seu turno, as origens da Alma do Vinho, cujo esboço se começou a desenhar em 2014.

“A Alma do Vinho 2018 foi o corolário de um projeto iniciado em 2014 intitulado «Alenquer, Terra da Vinha e do Vinho» e em que o Município, em 5 anos criou, do nada, um evento que já se afirma no panorama nacional, logo no final da sua segunda edição.

Foi com enorme emoção que vimos crescer este evento, passando de um mero e simples projeto na Praça Luís de Camões numa noite de setembro e de mais algumas pequenas iniciativas, ao que é hoje a Alma do Vinho. Tudo isto com muito trabalho, dedicação e esforço de muitos funcionários em que, cada um à sua maneira, foi dando o seu contributo para valorizamos este produto local, o vinho, os seus produtores, e por essa forma engrandecermos este evento.”

Concluída esta segunda edição, Rui Costa, confessa que o pensamento já está na edição do próximo ano, e no que pode ser feito sem aumentar de forma significativa o seu orçamento.

“Hoje, ainda que muito satisfeitos com o resultado final de 2018, num recinto mais pensado, melhor equipado e com uma programação e serviço mais profissional que em 2017, críticos como somos com a nossa atuação e serviços prestados aos munícipes, são já muitas as ideias para fazer ainda melhor em 2019 e, sem a pretensão de aumentar muito o orçamento do evento, já elencamos um conjunto de medidas a adotar em edições futuras para melhorarmos alguns dos aspetos que identificamos como passíveis de correção ou melhoria”, defendeu.

Atrair mais público especializado e aumentar a participação do público em geral aos eventos de âmbito vinícola, são apontadas como algumas das prioridades em 2019.

“Muito satisfeitos com a quantidade de público na generalidade, muito satisfeitos com a imagem, equipamentos e valências do recinto do evento, muito satisfeitos com a qualidade e diversidade da programação vínica, nomeadamente com as provas comentadas, as provas premium, as conferências, a harmonização de vinhos com gastronomia, entre outras propostas, assim como a adesão do público a estas, importa agora aumentar o público especializado no mundo dos vinhos durante as tardes junto dos produtores presentes, importa aumentar a frequência de público generalista ao longo de todo o horário de funcionamento do recinto, importa aumentar a componente cultural e artística presente no recinto, mas serão tudo questões a levar em conta pela pequena mas muito valiosa comissão organizadora deste evento (a mesma de todos os outros eventos municipais que se fazem no concelho) e que já pensa e sonha com a edição de 2019”, afirmou.

Para além da componente vitivinícola, a animação musical foi à semelhança do ano passado, uma das apostas fortes da Alma do Vinho. David Antunes foi o único “repetente” do ano passado, com atuação na noite de abertura.

Agir foi um dos responsáveis pela primeira grande afluência de público na noite de sexta-feira, mas foi Diogo Piçarra no sábado, que bateu todos os recordes com milhares de pessoas a lotar o recinto da Alma do Vinho.

Os músicos de Alenquer animaram os finais de tarde no palco secundário, com os NMP, Alexandre Casimiro Duo, AcousticNote e Daniela Pereira Duo.

Destaque ainda para as três provas Premium, promovidas pela Doc Lisboa Wines, dedicadas aos Grandes Tintos de Lisboa, Grandes Brancos de Lisboa e Vertical Syrah da Quinta Monte d’Oiro.

No decorrer da Alma do Vinho, foram ainda entregues os prémios do concurso internacional de vinhos “Selezione del Sindaco”, onde a Cidade Europeia do Vinho conquistou dez medalhas de ouro. Das oito medalhas de Alenquer, três foram Grande Ouro, a distinção máxima do concurso.

Foi ainda apresentado o Guia do Enoturismo, uma publicação com a chancela “Cidade Europeia do Vinho”, um guia essencial para ficar a conhecer as quintas, adegas e vinhos da região.

As crianças também não foram esquecidas, com um espaço Kids com insufláveis, jogos e outras atividades ao longo dos quatro dias, e no domingo atuação de Mr Banana, um entertainer que envolve o pequeno público nos seus espetáculos, imprevisíveis, mas sempre divertidos.

Para o vice-presidente do município “a Alma do Vinho é uma certeza e realidade, é um evento com futuro, e é mais uma aposta ganha do Município de Alenquer na consolidação de uma estratégia de desenvolvimento cultural e turístico que se começa a tornar evidente aos olhos de todos”, concluiu Rui Costa. 


28-09-2018 Fonte: CMA
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