14 de Outubro de 2019
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A afirmação de um Festival de projeção nacional
Alma do Vinho 2019
A terceira edição da Alma do Vinho fica marcada pela sua afirmação no panorama nacional, com milhares de visitantes ao longo dos quatro dias de certame (12 a 16 de setembro) e a maior afluência de sempre.

O presidente do município de Alenquer, considera que o festival tem vindo a superar as expetativas ano após ano, colocando sempre a fasquia mais alta para o ano seguinte.

“A Alma do Vinho foi uma aposta do município com o objetivo claro de afirmar as raízes ancestrais de Alenquer na cultura da vinha e do vinho, da relevância da viticultura para a nossa economia no presente e do enorme potencial de toda a região de Lisboa e do concelho de Alenquer em particular”, sustentou.

“A verdade é que o festival foi um sucesso desde a primeira edição, colocando sempre uma grande responsabilidade à organização de fazer mais e melhor no ano seguinte. De resto convém salientar que este certame é de facto uma organização do município, construído com o esforço e dedicação dos seus trabalhadores, a que se juntam depois dezenas de outros colaboradores e voluntários durante os dias do evento”, acrescentou o autarca.

Para Pedro Folgado esse é também um dos desafios maiores da Alma do Vinho, continuar a crescer mantendo a organização nos atuais moldes. “Os recursos humanos do município são naturalmente limitados e com muitas solicitações, e por isso teremos de começar a pensar de que forma podemos crescer, mantendo em simultâneo os preços simbólicos de entrada no recinto”.

A Alma do Vinho foi inaugurada ao final da tarde de quinta-feira, 12 de setembro, com o hastear das bandeiras pelo presidente do município de Alenquer, pelo presidente da CVR de Lisboa, Francisco Rico e o presidente da Recevin – Rede Europeia das Cidades do Vinho, José Calixto.

Ao longo do certame, mais de 40 produtores da região de Lisboa deram a conhecer as suas principais referências, a que se juntaram as provas comentadas por produtores e enólogos.

Destaque ainda para as provas Premium, promovidas pela Doc Lisboa Wines, dedicadas às Castas Autóctones e Grandes Clássicos.

Nas tardes de sábado e domingo, o recinto da Alma do Vinho ganhava uma inusitada animação, com a Adiafa do Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Canados.

A Adiafa era o nome da festa que marcava o fim das vindimas e que se praticou até à segunda metade do século XX, onde o patrão oferecia um almoço aos trabalhadores, que por seu turno asseguravam a música e as danças.

Antes da diversão, houve, contudo, que fazer a maceração das uvas e alguns visitantes mais destemidos deram mesmo o seu contributo na pisa a pé.

Seguiu-se a dança, numa recriação dos temas mais populares da época e que refletiam a dispersão geográfica dos trabalhadores. O almoço servido na Alma do Vinho recria os pratos típicos da Adiafa, com os enchidos, o pão, as carnes cozidas, os torresmos, a sopa da pedra e o arroz doce.

Para além da componente vitivinícola, a animação musical foi à semelhança do ano passado, uma das apostas fortes da Alma do Vinho, com Rita Redshoes a dar o mote para um grande cartaz musical.

Na sexta-feira, os DAMA protagonizaram a primeira grande “enchente” de público, sobretudo jovens adolescentes que mostraram ter músicas bem decoradas, criando momentos de grande cumplicidade.

Seria, contudo, Pedro Abrunhosa e o seu Comité Caviar no sábado, os protagonistas de um concerto que ficará na memória coletiva dos milhares que estavam na assistência.

Ao longo de cerca de duas horas e meia, Pedro Abrunhosa cantou, dançou e colocou todo o Comité Caviar a dançar, sentou-se ao piano, desceu do palco e cantou no meio da plateia, falou sobre o drama dos refugiados e sobre o amor e colocou toda a gente a cantar “Ilumina-me” em uníssono, no momento mais emotivo da noite. O próprio músico deixaria na sua conta do Instagram uma foto de um concerto que descreveu como “inesquecível”.

O fado de Gisela João proporcionou um bonito e adequado desfecho à terceira edição da Alma do Vinho. Uma voz cheia de alma, uma simpatia desarmante e um repertório irrepreensível, assim se pode resumir o concerto da fadista que em 2013 arrebatou o Prémio Revelação Amália.

A Alma do Vinho ganhou este ano mais dois palcos, um deles na praça institucional do recinto dedicado ao Folclore e o outro na praça das esplanadas, parte de um conjunto de inovações naquele espaço, como uma tenda árabe e mais iluminação.

Os músicos de Alenquer animaram os finais de tarde no palco do Espaço Lounge, com os AcousticNote, Daniela Pereira Duo, Alexandre Casimiro Duo e NMP.

As crianças também não foram esquecidas, com um espaço Kids no Fórum Romeira, com insuflável, trampolim, jogos, pinturas faciais e animação de rua com os performers da TikoAnima. No domingo, as crianças puderam assistir ao espetáculo de magia de Palhatiko.

O Fórum Romeira contava ainda com restaurante, stands de Enoturismo, Turismo Rural e Empreendedorismo e duas alas expositivas, dedicadas à temática vitivinícola.

Para o presidente do município, é tempo de começar a pensar na próxima edição, mais uma vez com uma fasquia elevada a atingir.

“É uma responsabilidade cada vez maior, mas é também essa responsabilidade que nos motiva. Isso e as opiniões que vamos recolhendo ao longo do certame, e que nos vão permitindo perceber o que resulta e o que não resulta tão bem, o que é de manter e o que terá de ser alterado”, explica Pedro Folgado.

“Queríamos criar um espaço que transmitisse de forma clara que os vinhos de Alenquer não são uma novidade, que têm uma grande história passada por sucessivas gerações e que a esse saber, se junta atualmente uma aposta clara na modernização, nas novas tecnologias, muitas vezes até na ampliação das vinhas, produzindo vinhos de grande qualidade. Esse objetivo tem sido claramente atingido, e acredito que à medida que a Alma do Vinho vai ganhando mais notoriedade, também toda a região de Lisboa sai beneficiada”, sustenta.

Na organização da Alma do Vinho o Município de Alenquer contou com a parceria da Oeste-CIM e o apoio da CVR de Lisboa, da Recevin – Rede Europeia das Cidades do Vinho e do Turismo do Centro.

30-09-2019 Fonte: CMA
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