23 de Maio de 2019
Pesquisar
Alertas SMS
Subscreva o serviço gratuito
Detalhe da Notícia
Reinaugurado o Museu do Vinho de Alenquer
A cerimónia foi ainda marcada pelo descerrar de uma placa comemorativa da CEV 2018
O Museu do Vinho de Alenquer recebeu a primeira reestruturação de fundo desde a sua abertura em 2006. A cerimónia de inauguração dos renovados núcleos museológico, etnográfico e vinícola decorreu a 28 de fevereiro.

A cerimónia foi também marcada pelo descerrar de uma placa a assinalar o galardão Cidade Europeia do Vinho 2018, pelo presidente do município de Alenquer e pela vereadora da cultura de Torres Vedras, Ana Umbelino, em representação do presidente do município Carlos Bernardes.

Na sua intervenção, Pedro Folgado, falou da necessidade de Alenquer ter um espaço coincidente com o seu estatuto no seio da CVR de Lisboa, algo que foi agora alcançado com esta reestruturação.

“Era ilógico e até absurdo um município como o de Alenquer não possuir um espaço museológico digno dedicado à temática [vitivinícola]. Um espaço próprio que homenageasse e fizesse real justiça a todos os que contribuíram e contribuem para que Alenquer seja atualmente responsável por cerca de 2/3 dos vinhos certificados e pelo maior número de prémios da CVR mais distinguida do nosso país, a de Lisboa.  A Denominação de Origem Controlada de Alenquer é - à data - a mais influente da região de Lisboa, sendo o seu principal motor. Se os vinhos certificados de Alenquer são hoje sinónimo de qualidade e disputados nos melhores mercados internacionais, às suas gentes o deve”, sustentou.

“Não podíamos continuar a ter este espaço organizado nos moldes anteriores. Os nossos vitivinicultores e produtores mereciam mais e melhor. A nossa matriz identitária, o nosso ADN e as páginas da nossa história impunham um restyling conceptual que devolvesse a dignidade a este edifício”, reforçou o autarca.

Pedro Folgado lançou ainda um apelo à união de agentes económicos e de toda a comunidade local.

“Envolvam-se nesta caminhada de promoção territorial. Só em conjunto poderemos ter sucesso nesta missiva. Todo o município tem a ganhar com o desenvolvimento deste setor cada vez mais importante da nossa economia. Engrandecendo o setor vitivinícola local consolidaremos, por arrasto e contágio, a marca Alenquer e os seus produtos endógenos no mundo”, concluiu.

No decorrer da cerimónia foram também entregues os galardões da edição 2018, do Concurso de Vinhos de Alenquer.

No total foram atribuídas 11 medalhas de ouro e 8 medalhas de prata, tendo participado 14 produtores com quatro DOC brancos e três DOC tintos. Na categoria de vinho regional de Lisboa, estiveram a concurso 19 brancos, 20 tintos, cinco leves, seis rosés e 15 gastronómicos.

No encerramento, foi apresentado o vinho “Aproximar” branco e tinto, lançado para celebrar a Cidade Europeia do Vinho 2018, numa parceria entre as Adegas Cooperativas da Labrugeira (Alenquer) e de dois Portos (Torres Vedras), com uvas provenientes dos dois territórios.

O enólogo Vasco Miguel da Adega da Labrugeira, manifestou a sua satisfação pela oportunidade deste desafio, destacando que apesar de próximos geograficamente, os dois municípios possuem terroirs bem distintos.

“Um enólogo em final de carreira como eu já não espera ter projetos tão aliciantes como este, por isso foi com muito entusiasmo que o aceitei, ciente embora da enorme responsabilidade e mesmo de algum risco envolvido. São de facto dois territórios muito diferentes, Alenquer protegido da brisa marítima pela Serra de Montejunto, Torres Vedras totalmente exposto à influência do atlântico, pelo que fazer um vinho com uvas com estas caraterísticas era entrar em terreno desconhecido, mas modéstia à parte, penso que os resultados foram excelentes e temos agora dois vinhos de grande qualidade que dignificam a Cidade Europeia do Vinho 2018”, disse.

O vinho Aproximar vai estar disponível para prova ao longo deste mês de março e para venda ao público.

No rés-do-chão do Museu estão representados os cerca de 40 produtores do concelho, quer fisicamente pelas suas referências mais conhecidas, quer através de uma mesa digital que proporciona um conjunto variado de informação dos seus espaços.

É igualmente feita uma justa homenagem ao alenquerense Visconde de Chanceleiros, ilustre personalidade do nosso país, que desempenhou um papel fundamental no combate à filoxera, praga que dizimou por completo as vinhas em Portugal no longínquo século XIX.

O espaço está ainda dotado de um Wine Bar, que permite a realização de provas e cursos de vinho a visitantes ocasionais e grupos organizados.

No 1º andar do Museu está patente uma exposição etnográfica relativa à evolução das técnicas e utensílios associados à produção vitivinícola no nosso concelho, e que reúne peças do próprio espólio municipal, mas também do Rancho Folclórico de Alenquer, da Cooperativa Agrícola de Alenquer e da União das Cooperativas Agrícolas do Ribatejo e Oeste.

Está também patente a exposição "Grape Land: uma viagem através da identidade do vinho", uma mostra centrada no património comum da vinha e do vinho, proveniente da relação do Homem com o seu território durante milénios, e que expressa a sua identidade no conhecimento, saberes, técnicas e crenças ligadas à cultura da vinha e produção do vinho. A exposição faz ainda uma retrospetiva cronológica das cidades europeias que, a par de Alenquer, ostentaram o galardão de Cidade Europeia do Vinho.

Situado no Bairro do Areal, na antiga freguesia da Várzea que viu nascer o ilustre Damião de Góis, o Museu do Vinho de Alenquer ocupa um edifício datado de 1811.

O Real Celeiro Público de Alenquer foi erigido com a natureza de montepio agrário na sequência da publicação da carta régia de 26 de Julho de 1811, que, com o fim de atenuar os efeitos devastadores das invasões francesas, preceituava, entre muitas outras medidas, a distribuição de sementes aos lavradores no sentido de se poder restabelecer a produção cerealífera.

O Real Celeiro esteve ativo mais de sessenta anos, entre 1812 e 1873, mas, e citando Guilherme Henriques, "morreu, como todas as boas instituições, aniquilado pelos abusos". A Câmara Municipal é hoje detentora do arquivo do antigo Celeiro, que, não sendo muito volumoso, nos permite, no entanto, reconstituir quase toda a história desta importante instituição local do século XIX. Mandado reconstruir pelo Município de Alenquer em 2002, abriu as suas portas como Museu do Vinho e sede da Rotas dos Vinhos de Lisboa em 2006.

Interrompeu a atividade apenas em 2018, para a primeira remodelação de fundo desde a sua inauguração, e está aberto de terça-feira a sábado das 10h às 18h.

11-03-2019 Fonte: CMA
« Voltar
 Sub-Navegação
Categorias:
› Todas
› Juntas de Freguesia
› Segurança e Proteção Civil
› Obras Municipais
› Ação Social
› Educação e Ensino
› Ambiente
› Desporto, Recreio e Tempos Livres
› Saúde
› Agricultura
› Juventude
› Atividades Económicas
› Cultura
› Urbanismo
2006 - 2019 © Câmara Municipal de Alenquer - Todos os Direitos Reservados

Projecto Co-Financiado  Promotor  Desenvolvimento
Acessibilidade [Alt + D seguido de ENTER] D  POS_Conhecimento
FEDER União Europeia
FEDER
Associação de Municípios do Oeste Makewise - Engenharia de Sistemas de Informação