24 de Outubro de 2021
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Empossados os Novos Órgãos Autárquicos de Alenquer
Maioria reforçada para o Partido Socialista, naquele que será o último mandato de Pedro Folgado como presidente da Câmara Municipal de Alenquer

Decorreu no passado sábado, 9 de outubro, a cerimónia de instalação dos órgãos autárquicos na Câmara Municipal de Alenquer.

Depois de conhecidos os resultados das eleições autárquicas, que trouxeram um reforço da maioria absoluta para o Partido Socialista, a Praça Luís de Camões encheu para assistir à tomada de posse dos novos órgãos autárquicos, tanto no que respeita ao corpo executivo, como também à Assembleia Municipal. Foram ainda empossados os presidentes de Junta que têm lugar na Assembleia.

No que respeita ao "novo" executivo, é com maioria reforçada e mais um vereador nos quadros, que Pedro Folgado volta a liderar os destinos do município nos próximos quatro anos, neste que será o seu terceiro e último mandato. Rui Costa, Dora Pereira, Paulo Franco e Tiago Pedro completam o corpo executivo eleito pelo PS no último sufrágio.

Em frente aos Paços do Concelho, o reeleito Presidente da Câmara enalteceu o resultado obtido nas autárquicas, prometendo que será “o presidente de toda a população” e traçando também objetivos claros para o novo mandato.

“É uma honra e um orgulho voltar a receber a responsabilidade de dirigir os destinos do nosso município. O resultado foi inequívoco e mostra que a população fez uma avaliação positiva do trabalho realizado no último mandato. A prioridade dada à coesão social estava certa. As dez prioridades desta nova etapa serão a coesão social, a saúde, a educação, o investimento em emprego, a mobilidade, a requalificação de espaços públicos, o ordenamento do território, a modernização administrativa e o ambiente. A bazuca europeia também será alvo da nossa atenção”, sublinhou.

Pedro Folgado lançou também um repto aos partidos da oposição, dizendo esperar uma colaboração profícua entre todos.

“Dou as boas-vindas a todos os membros dos órgãos autárquicos e lanço o apelo no sentido da dignificação da politica e da democracia. Sempre soubemos colocar os mais altos interesses dos munícipes em primeiro lugar, independentemente das cores e posicionamentos ideológicos. Quero acreditar que essa atitude se mantenha entre nós”, referiu, porém, avisando que “não embarcará em propostas que hipotequem o futuro dos munícipes”.

Em declarações recolhidas já após o término da cerimónia, o autarca reconheceu que a maioria alcançada “deu alguma folga, mas também mais responsabilidade”, referindo a importância de aplicar corretamente os fundos comunitários disponíveis.

“Tenho uma boa expectativa para este mandato. É o meu último mandato e fico agradecido aos alenquerenses por terem reforçado esta maioria e terem-me dado hipóteses enquanto ultimo mandato de ter mais um eleito no executivo. Dá-me alguma folga, mas por outro lado, mais responsabilidade. Há que pensar e aproveitar aquilo que será o PRR, o PT2030 e outros fundos comunitários que poderão vir por aí. Será importante na gestão autárquica, porque um orçamento da câmara apenas, dificilmente dá para implementar tudo aquilo que almejamos para o concelho. A expectativa é grande, mas agora venham as oportunidades para que nós as possamos aproveitar”, vincou, acrescentando que, neste mandato, quer “executar o que ficou por concretizar” e também “inovar e ousar”.

“Bem sabemos que colocámos a fasquia muito alta e que as expectativas são elevadas, mas tudo faremos par não desiludir quem em nós confiou”, sublinhou.

Também à margem da cerimónia de instalação, Nuno Miguel Henriques, um dos novos elementos do executivo, eleito pelo PSD, prometeu “ser a voz dos que não têm voz”, entre outros objetivos a que se propõe.

“Será um trabalho com dignidade, sem politiquices, mas com política e propostas concretas. Quero ser a voz dos que não têm voz. Seremos líderes da oposição e teremos esse papel de equilíbrio das forças, porque sem uma boa oposição, não há um bom governo”, começou por referir.

O social democrata indicou também um leque de medidas que procurará implementar junto do atual executivo.

“Algumas das minhas propostas serão levadas ao executivo. Quero levar nas primeiras sessões um regimento da Assembleia, tal como a questão das transmissões online das reuniões de câmara e um contacto com a comunicação social. Teremos também um atendimento ao munícipe, porque ainda agora as pessoas vêm ter comigo a pedir-me para levar alguns assuntos até à Câmara”, explicou.

Já Ernesto Ferreira, eleito pela CDU e "repetente" no cargo, considerou que o desafio será “diferente”, manifestando o desejo de “trabalhar em conjunto” em prol do concelho.

“Apesar de ser diferente, é a continuação. Da minha parte, quero tentar trabalhar em conjunto. Que a maioria reforçada do Partido Socialista não seja um entrave e que se possam concretizar algumas coisas que estão pendentes no concelho. Independentemente do resultado no executivo, há sempre uma possibilidade de construirmos situações que possam resolver os problemas das populações”, afirmou.

Essas mesmas pontes de ligação foram nota de destaque do discurso de Fernando Silva, reeleito presidente da Assembleia Municipal.

“Terminada a pugna eleitoral, há um caminho a ser trilhado, que é o da procura de soluções para o imenso rol de problemas colocados pelo dever da vida autárquica. São guardadas as camisolas partidárias, passando os eleitos agora empossados a vestir a mesma camisola, a do município e das freguesias. Quem votou e fez as suas escolhas, tinha no seu intimo o desejo e a esperança de que assim seria”, disse.

Concluída a instalação dos órgãos autárquicos, segue-se agora a primeira Reunião de Câmara, que irá ter lugar no próximo dia 14 de outubro.

A sessão servirá para formalizar as delegações de competências da câmara ao presidente e do presidente nos vereadores e dirigentes. Da mesma reunião, resultará também a formalização da distribuição de pelouros.
11-10-2021
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