24 de Abril de 2018
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O Pintar e Cantar dos Reis no Concelho de Alenquer
O ritual, o roteiro (5 de janeiro) e a inauguração do centro interpretativo (7 de janeiro)
Cantar e pintar os Reis
O Pintar e Cantar dos Reis tem em Portugal a sua maior expressão no concelho de Alenquer. O ritual realiza-se na Noite de Reis, de 5 para 6 de janeiro. Em várias povoações, os grupos reúnem-se e partem pelas ruas. Quem pinta segue à frente e, em silêncio, com as tintas, pincéis e lanternas, faz os tradicionais desenhos dos Reis nas entradas das casas. Atrás segue o grupo que canta – o coro liderado pelo apontador. Em 2016 a celebração realizou-se com variantes em nove povoações: Casal Monteiro, Catém, Mata, Penafirme da Mata, Olhalvo, Paúla, Cabanas de Torres, Ota, Abrigada, Bairro e Cabanas do Chão.

O Pintar e Cantar dos Reis tem em Portugal a sua maior expressão no concelho de Alenquer.
O ritual realiza-se na Noite de Reis, de 5 para 6 de janeiro. Em várias povoações, os grupos reúnem-se e partem pelas ruas. Quem pinta segue à frente e, em silêncio, com as tintas, pincéis e lanternas, faz os tradicionais desenhos dos Reis nas entradas das casas. Atrás segue o grupo que canta – o coro liderado pelo apontador.
Em 2016 a celebração realizou-se com variantes em nove povoações: Casal Monteiro, Catém, Mata, Penafirme da Mata, Olhalvo, Paúla, Cabanas de Torres, Ota e Abrigada.

Roteiro
Um roteiro turístico noturno terá lugar a 5 de janeiro para dar a conhecer esta importante tradição - faz parte do programa de Natal de 2017/18. A participação é gratuita e a inscrição obrigatória. O ponto de encontro terá lugar no Largo Luís de Camões, junto aos paços do concelho, pelas 22h.

Centro interpretativo
O Centro Interpretativo Pintar e Cantar os Reis no Concelho de Alenquer, situado no Parque Vaz Monteiro, vai ser inaugurado no dia 7 de janeiro de 2018, às 15h.

Origem da tradição
A origem desta tradição remete para as comemorações de Jano, as celebrações pagãs do primeiro mês do ano e, mais tarde, para a celebração religiosa da Epifania - a adoração dos Reis Magos a Jesus Cristo, difundida entre as comunidades pelos Frades Franciscanos.

História e evolução
Há algumas décadas, a tradição só envolvia grupos masculinos, em alguns casos compostos apenas por rapazes solteiros, antes de irem à inspeção militar e à tropa. Nas ruas vazias, com as casas às escuras, em silêncio, esperava-se a chegada dos que traziam “a mensagem dos Reis”. Deixava-se junto à porta um pedaço de bolo e uma bebida para o grupo. Só se viam os desenhos na manhã seguinte. Hoje tenta-se manter o ambiente de veneração durante o ritual, mas os habitantes abrem a porta depois do cantar e servem uma mesa de iguarias natalícias. Em algumas povoações as mulheres começaram a participar como pintoras ou cantoras.

Os desenhos
Conforme a localidade, desenham-se diferentes símbolos: os corações e vasos floridos que representam a composição dos agregados familiares; a “estrela do Oriente”; as inscrições e siglas – “B.R.” “Bons Reis”, “BRM” (Bons Reis Magnos/Magos) “V.R.” (Viva os Reis/Viva a República) “B.F.” (Boas Festas) e o ano da celebração; os desenhos que representam profissões e outras atividades e, nalguns casos, o Vaso do Grupo, onde se inscrevem as iniciais dos nomes de quem participou no ritual. As cores mais utilizadas são o vermelho e o azul.

Os cantores
O apontador é o solista que inicia o cantar lançando versos ao coro. O coro responde repetindo ou cantando os versos que se seguem. Nalgumas povoações canta-se porta a porta noutras canta-se em locais estratégicos.

As cantigas
Dependendo das povoações, as letras das cantigas descrevem com mais ou menos pormenor a viagem dos Reis Magos. Incluem aspetos de devoção e têm origem em versões do romance religioso dos séc. XVII e XVIII – “Os Três Reis”. Algumas são também compostas por partes do romance “Noite de Natal”, sobre o nascimento de Jesus na manjedoura, com o boi bondoso a “bafejar” e a mula teimosa “a resmungar”.

O peditório, a missa e o almoço
Em algumas localidades, dias depois da celebração realiza-se o Peditório dos Reis pelas casas das povoações. O resultado desse peditório serve para mandar rezar uma Missa pelas Almas do Purgatório e/ou organizar um almoço do grupo.

Outros Pintares e Cantares dos Reis
No concelho do Cadaval, no Pereiro, na noite de Reis, um grupo canta versos alusivos aos Reis Magos e versos ditos de improviso, dedicados aos moradores. Pinta-se a sigla “BRM” (Bons Reis Magos) e o ano. Visitam-se as adegas e mata-se uma cabra que é confecionada e servida pela meia-noite, quando o grupo chega ao Largo da Aldeia. No concelho do Sobral de Monte Agraço, na Chã, festeja-se os “Santos Reis”, no dia 6 de janeiro, desenhando a Cruz dos “Santos Reis” nas fachadas das casas (uma cruz com a sigla “SR” e o ano) e leiloando o cargo decorado com bolos de perna e laranjas.

Catém
Na noite de 5 para 6 de janeiro o grupo reúne-se e parte pelas ruas. Quem pinta vai à frente, depois segue quem canta. Desenham-se nas entradas das casas, a vermelho e azul, vasos e corações floridos alusivos à composição dos agregados familiares, a inscrição “Bons Reis”, a sigla “V.R.” (Viva a República) e o ano da celebração. Também se pintam desenhos alusivos a profissões e outras atividades. Junto às portas, o apontador canta, num sussurro, versos sobre a viagem dos Reis Magos que o coro repete em alta voz. Os moradores apresentam mesas de iguarias natalícias. No final da noite, pinta-se o Vaso do Grupo, onde se inscrevem as iniciais dos nomes de quem participou no ritual.

Casal Monteiro
Na noite de 5 para 6 de janeiro o grupo reúne-se, prepara as tintas e parte pelas ruas. Os pigmentos são o almagre vermelho e o azul de anilina a que acrescentam água e cal. Quem pinta vai à frente, depois segue quem canta. Desenham-se nas entradas das casas vasos e corações floridos alusivos à composição dos agregados familiares, a inscrição “Bons Reis”, a sigla “V.R.” (Viva a República/Viva os Reis) e o ano da celebração. Também se pintam desenhos alusivos a profissões e outras atividades.
Junto às portas, o apontador canta, num sussurro, versos sobre a viagem dos Reis Magos que o coro repete em alta voz. Os moradores apresentam mesas de iguarias natalícias. No final da noite, pinta-se o Vaso do Grupo, onde se inscrevem as iniciais dos nomes de quem participou no ritual.

Mata
Na noite de 5 para 6 de janeiro o grupo reúne-se e parte pelas ruas. Quem pinta vai à frente, depois segue quem canta. Desenham-se nas entradas das casas, a vermelho e azul, vasos e corações floridos alusivos à composição dos agregados familiares, a “cruz dos Reis Magos” (um pequeno círculo com uma cruz no meio). As siglas “B.F.” (Boas Festas) e “B.R.” (Bons Reis) e o ano da celebração. Também se pintam desenhos alusivos a profissões e outras atividades. Quem aponta canta junto às portas, em voz alta e o coro responde, um pouco mais afastado, com os versos que se seguem. A cantiga é sobre a viagem dos Reis e o nascimento de Jesus na manjedoura. Os moradores apresentam mesas de iguarias natalícias. No final da noite, pinta-se o Vaso ou o Coração do Grupo, onde se inscrevem as iniciais dos nomes de quem participou no ritual.

Penafirme da Mata
Na noite de 5 para 6 de janeiro o grupo reúne-se e parte pelas ruas. Quem pinta vai à frente, depois segue quem canta. Desenham-se nas entradas das casas, a vermelho e azul, vasos e corações floridos alusivos à composição dos agregados familiares, a sigla “B.R.” (Bons Reis), a “estrela dos Reis” (um pequeno círculo com uma cruz e quatro pintas) e o ano da celebração. Também se pintam desenhos alusivos a profissões e outras atividades. Quem aponta canta junto às portas, em voz alta e o coro responde, um pouco mais afastado, com os versos que se seguem. A cantiga é sobre a viagem dos Reis e o nascimento de Jesus na manjedoura. Os moradores apresentam mesas de iguarias natalícias. No final da noite, nas Portas do Sol, faz-se uma inscrição com votos de Bons Reis e canta-se três vezes.

Olhalvo
Na noite de 5 para 6 de janeiro o grupo reúne-se e parte pelas ruas. Quem pinta vai à frente, depois segue quem canta. Desenham-se nas entradas das casas, a vermelho e azul, vasos e corações floridos alusivos à composição dos agregados familiares, a sigla “B.R.” (Bons Reis), a “estrela dos reis” e o ano da celebração. Também se pintam desenhos alusivos a profissões e outras atividades. Numa roda, o apontador e o coro cantam em alta voz diferentes versos sobre a viagem dos Reis e o nascimento de Jesus na manjedoura. Os moradores apresentam ao grupo mesas de iguarias natalícias.

Ota
Na noite de 5 para 6 de janeiro o grupo reúne-se e parte pelas ruas. Quem pinta vai à frente, depois segue quem canta. Desenham-se nas entradas das casas, a vermelho e azul, a sigla “BF” (Boas Festas) e o ano da celebração “fechados” numa moldura de pintas. Em locais estratégicos pinta-se “a estrela dos Reis”, desenhada a compasso, com seis pontas - um hexagrama inscrito num círculo e com o rasto da cauda representado por pontos. Em roda ou com o apontador ligeiramente afastado do coro, cantam para várias casas versos sobre a viagem dos Reis. Os moradores apresentam ao grupo mesas de iguarias natalícias.
Cabanas de Torres
Na noite de 5 para 6 de janeiro o grupo reúne-se e parte pelas ruas. Quem pinta vai à frente, depois segue quem canta. Pinta-se nas entradas das casas a sigla “BRM” (Bons Reis Magnos/Magos) e o ano da celebração. Em alguns Largos desenha-se ainda um pequeno vaso com uma ou duas flores. Também é possível encontrar alguns desenhos alusivos a estabelecimentos comerciais. Canta-se em locais estratégicos da povoação. Quem aponta fica à frente, ligeiramente afastado do grupo, e lança versos sobre a viagem dos Reis, que o coro repete. Os moradores apresentam ao grupo mesas de iguarias natalícias.

Paúla
Na noite de 5 para 6 de janeiro o grupo reúne-se e parte pelas ruas. Quem pinta vai à frente, depois segue quem canta. Desenha-se nas entradas das casas e em locais estratégicos um vaso florido (um ramo com 3 flores), junto com a sigla “BF.” (Boas Festas) - uma letra de cada lado do vaso - e por baixo o ano da celebração. Canta-se em locais estratégicos da povoação, em semicírculo. Quem aponta fica ligeiramente destacado do grupo e lança quadras sobre a viagem dos Reis, que o coro repete. Os moradores apresentam ao grupo mesas de iguarias natalícias.

Abrigada
Na noite de 5 para 6 de janeiro o grupo reúne-se e parte pelas ruas. Quem pinta vai à frente, depois segue quem canta. Nas entradas das casas e em locais estratégicos, pinta-se com molde, em stencil e com sprays de diferentes cores a sigla “BF” (Boas Festas) e o ano da celebração. O apontador canta separado do grupo (cerca de 5 ou mais metros) virado para o coro, num local mais iluminado. A Cantiga é sobre viagem dos Reis e a adoração ao Menino Jesus. Os moradores apresentam ao grupo mesas de iguarias natalícias.

Cabanas do Chão
Na noite de 5 para 6 de janeiro o grupo reúne-se e parte pelas ruas. Quem pinta vai à frente, depois segue quem canta. Nas entradas das casas pinta-se com molde, em stencil e com sprays de diferentes cores a sigla “BF” (Boas Festas) e o ano da celebração. Canta-se em locais estratégicos da povoação. Quem aponta lança versos sobre a viagem dos Reis, que o coro repete. Os moradores apresentam ao grupo mesas de iguarias natalícias.

Bairro
Na noite de 5 para 6 de janeiro o grupo reúne-se e parte pelas ruas. Quem pinta vai à frente, depois segue quem canta. Nas entradas das casas pinta-se com molde, em stencil e com sprays de diferentes cores a inscrição “Boas Festas” e o ano da celebração. Canta-se em locais estratégicos da povoação. Quem aponta lança versos sobre a viagem dos Reis, que o coro repete. Os moradores apresentam ao grupo mesas de iguarias natalícias.
29-12-2017
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