23 de Outubro de 2019
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Município de Alenquer adere ao projeto “Peixes Nativos”
A anteceder o protocolo, decorreu um Workshop de introdução ao projeto que resulta de uma parceria entre o ISPA, as Águas do Tejo Atlântico e os municípios
O Município de Alenquer, o ISPA e as Águas do Tejo Atlântico assinaram a 2 de outubro, um protocolo de adesão ao projeto “Peixes Nativos – Monitorização e Educação Ambiental”, que contempla o estudo e monitorização dos cursos de água do município e o desenvolvimento de ações de informação e sensibilização junto das escolas.

O Projeto Peixes Nativos teve inicio em 2017, e para além das monitorizações científicas, prevê a realização de ações de sensibilização ambiental dirigidas a crianças das escolas de 1º ciclo.

O município de Alenquer é o mais recente aderente a este programa, atualmente já a decorrer nos concelhos ribeirinhos de Torres Vedras, Mafra e Oeiras.

Numa primeira fase, o trabalho junto das escolas será desenvolvido com uma turma do 4º ano do Centro Escolar de Alenquer. Os alunos vão participar em atividades de sensibilização e educação ambiental em sala de aula, complementadas por saídas de campo ao rio de Alenquer. Este trabalho será desenvolvido pela equipa técnica de monitorização da ictiofauna do ISPA.

A anteceder a assinatura do protocolo, a Biblioteca Municipal de Alenquer recebeu a 28 de setembro, um workshop subordinado ao tema “Os Peixes Nativos dos Rios do Concelho de Alenquer – Como Garantir a Sua Sobrevivência”, por Carla Sousa Santos Bióloga do MARE-ISPA.

Esteve ainda presente Sara Duarte das Águas do Tejo Atlântico, parceira do ISPA no projeto “Peixes Nativos – Monitorização e Educação Ambiental”.

A primeira parte do workshop foi constituída por uma sessão teórica, onde a bióloga traçou um quadro preocupante dos ecossistemas ribeirinhos, com a maioria das espécies de peixes de água doce nativas de Portugal a enfrentarem risco de extinção.

Entre as principais ameaças à conservação das espécies contam-se múltiplos fatores, muitas vezes com efeito simultâneo e cumulativo: poluição, destruição de habitats, escassez de água, proliferação de espécies exóticas, e perda de conectividade por construção de barreiras intransponíveis (barragens e açudes).

Para Carla Sousa Santos é essencial apostar na sensibilização e educação ambiental, até porque muitas das ameaças de origem humana, ocorrem por falta de conhecimento.

Segundo a Bióloga, um dos erros que se cometem com maior frequência é a limpeza sem critério dos cursos de água, eliminando toda a vegetação do rio. As plantas aquáticas são, contudo, essenciais para os ecossistemas ribeirinhos, reduzindo a velocidade da água, garantindo refúgios para a reprodução dos peixes, entre outros benefícios.

“Muitas vezes as autarquias são até pressionadas a ir contra os pareceres dos seus técnicos, de forma a satisfazer as exigências da população, e é por isso muito importante que existam sessões de esclarecimento e sensibilização”, defendeu, perante uma plateia composta na sua maioria por estudantes de Biologia e professores.

Perante a ameaça iminente de extinção de algumas espécies de peixes, foi desenvolvido o projeto de Conservação Ex-situ de Organismos Fluviais (coordenado pelo ISPA, Quercus, e Aquário Vasco da Gama) que desde 2008 já assegurou o repovoamento de 11 populações ameaçadas com mais de 19.000 peixes criados em cativeiro.

 Estes repovoamentos são feitos com descendentes de peixes capturados nas populações-alvo, preservando assim a sua integridade genética.

A segunda parte do Workshop foi constituída por uma saída de campo, no troço de rio junto ao parque urbano da Romeira. Com recurso à técnica de amostragem científica por pesca elétrica, demonstrou-se como se identificam as espécies de peixes de água doce que povoam o rio de Alenquer.

Entre as espécies identificadas contam-se a Boga-de-boca-reta, o Barbo-comum, a Verdemã e o Bordalo, todas elas com categoria de ameaça “pouco preocupante”.  Foi ainda identificada uma enguia, um sapo-comum e um lagostim, esta última uma espécie invasora que se espalhou de norte a sul de Portugal.

Não foi, contudo, possível capturar uma Boga-portuguesa, o que parece confirmar os piores receios dos biólogos, que classificam esta espécie como “criticamente em perigo”, nem o Escalo-do-sul, espécie “em perigo”.

Ações de repovoamento do rio de Alenquer não estão para já previstas, mas podem vir a ser equacionadas caso os trabalhos assim o indiquem, esclareceu Carla Sousa Santos.

 

 

10-10-2019 Fonte: CMA
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