18 de Julho de 2019
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Encerramento das Festas do Império do Divino Espírito Santo
Fim de semana de Pentecostes marcou o final das celebrações em Alenquer
O fim-de-semana de Pentecostes marcou como habitualmente o encerramento das Festas do Império do Divino Espírito Santo em Alenquer, que tiveram inicio no Domingo de Páscoa.

Depois de ter percorrido as oito localidades do concelho com tradições neste culto, as Festas culminaram na vila de Alenquer, com as celebrações a terem inicio logo na quinta-feira 6 de junho, com uma Conferência pelo professor, jornalista e historiador Eduardo Franco, sob as origens e a expansão deste culto fundado em Alenquer pela rainha Santa Isabel e o Rei D. Diniz em 1321, com o apoio dos frades do Convento de S. Francisco.

Seguiu-se um recital pelo coro de Câmara Magnificat, dirigido pelo maestro e professor Daniel Oliveira com um repertório subordinado ao tema “Do canto Gregoriano aos nossos dias”.

Na sexta-feira 7 de junho, foram inauguradas as Ruas Floridas no centro histórico de Alenquer, com os seus tetos de flores, pórticos alusivos às ilhas açorianas e instalações artísticas (coroas e pombas do Espírito Santo concebidas pelos alunos dos quatro agrupamentos de escolas do concelho).

Graças à dedicação de dezenas de voluntárias e voluntários, que ao longo dos últimos meses fabricaram cerca de 200 mil novas flores a juntar àquelas que já tinham sido feitas o ano passado, este ano há mais ruas floridas, incluindo a calçada Francisco Carmo (a calçadinha) em toda a sua extensão, que ainda podem ser visitadas até ao final deste mês de junho.

Ainda na sexta-feira foi inaugurada a exposição de fotografia "Os Impérios da Ilha Terceira" no átrio dos Paços do Concelho com cerca de 20 fotografias captadas por fotógrafos profissionais e amadores, tendo como tema as diversas manifestações do culto do Espírito Santo naquela ilha açoriana, e a "Sala do Império do Divino" no Salão Nobre, com as coroas e bandeiras das 8 localidades de Alenquer que celebram este culto, e das Cidades de Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, cedidas pela comunidade açoriana e arranjos de flores.

A Praça Luís de Camões recebeu a abertura da Feira do Pão, que se deslocou sábado e domingo para o Largo Espírito Santo. O município desafiou as padarias do concelho a confecionarem um pão do Espírito Santo com dois critérios obrigatórios: ser um pão doce e em forma de rosca.  Três padarias e um padeiro aceitaram o desafio: Artur Lopes, Padaria Cadafaense, Panofre e Flor de Ota.

Também sexta-feira, o refeitório dos Frades Franciscanos no Convento de São Francisco, recebeu o jantar de encerramento das Festas com animação pelo grupo “Jogralesca” que se dedica à interpretação da música da Idade Média e Renascimento em instrumentos da época.

O dia de sexta terminou com Arraial Popular, com a música e a alegria da Folia Açoriana e os Pilha Galinhas, na Praça Luís de Camões.

No sábado, o primeiro Cortejo das Oferendas animou as ruas da vila com carros alegóricos alusivos ao Espírito Santo; a Pomba; a Coroa; a Gaita de Foles; o Milagre das Rosas; entre outros.  Participaram ainda no desfile as crianças das Catequeses de  Ota, Alenquer, Carregado, Aldeia Gavinha e Cabanas de Torres. A música esteve a cargo da Tuna Noses com Vozes, do grupo de percussão Bombrando e da Folia Açoriana.

 

Após o desfile, os espetadores e participantes no Cortejo foram convidados a participar no Bodo Típico Terceirense, no Parque Vaz Monteiro. Um Bodo do Espírito Santo de acordo com as tradições dos açorianos da ilha Terceira, que fez sucesso na primeira edição no ano passado, e que este ano contou com a presença de centenas de convivas.

Ainda no sábado pelas 21h30 a Festa da Luz a partiu da Igreja do Espírito Santo rumo à Igreja de S. Francisco, num percurso iluminado por centenas de velas.

No domingo, encerramento das Festas do Império do Espírito Santo de Alenquer, com os tapetes de flores a juntarem-se aos tetos floridos.

Após a Missa Solene, presidida pelo Bispo Auxiliar de Lisboa Joaquim Mendes, a Procissão saiu da Igreja de S. Francisco rumo à Igreja do Espírito Santo, percorrendo grande parte do centro histórico e baixa da vila Alenquer. Seguiu-se o Bodo oferecido a toda a população no Largo do Espírito Santo com a sopa de carne, pão, vinho e tremoços, confecionado e servido por dezenas de voluntários.

No encerramento das celebrações, o presidente do município, Pedro Folgado, destacou o modo exemplar como as Festas do Espírito Santo têm evoluído desde que foram retomadas no concelho em 2007.

“Acredito que estamos a caminhar no sentido de virmos a ter uma das maiores festas religiosas do país, mas isso será sempre uma consequência e não um desígnio em si. Ou seja, não temos como meta atrair milhares de visitantes, mas agrada-nos que isso seja reflexo de um trabalho que tem vindo a ser feito de uma forma muito empenhada e com a colaboração de muitas pessoas”, afirmou o presidente.

“É impensável que a Câmara conseguisse, sozinha, organizar umas celebrações com esta extensão e dimensão. Há efetivamente um empenho muito grande dos trabalhadores do município, dos responsáveis pela organização, logística de montagem, estruturas, entre outras, mas há também centenas de voluntários nos bastidores, as freguesias, empresas que nos apoiam, instituições, a comunidade açoriana, que de uma forma muito natural, quase espontânea conseguem conjugar esforços para tornar estas festas uma realidade”, referiu Pedro Folgado.

“E é esse trabalho conjunto que nos permite inovar, este ano com o Cortejo das Oferendas, com a Feira do Pão, com mais tetos e tapetes floridos, mais pórticos. A comunidade açoriana voltou a juntar-se a nós, com muitos voluntários a disporem do seu tempo para vir a Alenquer e confecionar o magnifico Bodo da Ilha Terceira. Todas estas iniciativas foram muito bem acolhidas, com muito público, muitos comentários positivos e isso dá-nos obviamente muita satisfação e uma responsabilidade cada vez maior”, referiu. “Por isso vamos começar a trabalhar nas Festas do Espirito Santo do próximo ano, sempre com este sentido de respeito e de não desvirtuar aquilo que é de mais genuíno e autêntico nestas Festas. Os valores da solidariedade, da partilha, da igualdade e da fraternidade”, concluiu.

01-07-2019 Fonte: CMA
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