22 de Janeiro de 2019
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Henrique Padeiro apresenta “O Guardião da Noite” na Biblioteca Municipal
Primeiro livro do autor retrata vivências do quotidiano
Luís Rema, vereador da Cultura, com Henrique Padeiro, à sua esquerda, e Emanuel Vitorino, da Magna Editora
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Henrique Padeiro é natural de Vila Franca de Xira, reside em Alverca, tem 28 anos e é bancário. Dedica-se à escrita, nos seus tempos livres, e estreou-se em Maio deste ano com o livro de contos “O Guardião da Noite”, género literário favorito do autor.

    Com sessões de apresentação um pouco por todo o país, o escritor deu a conhecer a sua primeira obra no dia 20 de Outubro, na Biblioteca Municipal de Alenquer. Nesta sessão participaram Emanuel Vitorino, da Magna Editora, e o vereador do Pelouro da Cultura, Luís Rema, que destacou o apoio que as instituições de carácter municipal devem dar aos escritores, principalmente os que se iniciam nesta actividade não tendo por trás um suporte sólido e, por isso, correndo alguns riscos. 
    Apesar do “excelente trabalho” e dos "investimentos que as autarquias têm feito ao nível da promoção do livro e da leitura, em termos nacionais", o vereador lamentou que esse esforço não seja, muitas vezes, recompensado com a adesão do público.


Entrevista com Henrique Padeiro

Como é que surgiu a sua paixão pela escrita?
A vontade de escrever surgiu-me no ensino secundário. Os professores viram que eu tinha este gosto e deram-me um pequeno empurrão. Comecei a participar com os meus contos em concursos de escrita, primeiro promovidos pelas escolas e depois por outras instituições, e fiquei nos primeiros lugares. A partir daí ganhei ânimo.

“O Guardião da Noite” é um livro de contos. O que trata esta sua primeira obra?
Retrata experiências de vida, de morte, do quotidiano, da velhice, do sonho. Fala de vivências que fui acumulando, de informação que fui absorvendo e de coisas que vi à minha volta e que me tocaram.

Sabemos que já conquistou alguns prémios no domínio da ficção.
Ganhei o Prémio Nacional do Conto da revista "O Bancário" e o Prémio Nacional de Literatura Juvenil Ferreira de Castro, que me foi entregue em Oliveira de Azeméis. Foi aí que conheci a escritora Matilde Rosa Araújo.

Que escreveu o prefácio d' "O Guardião da Noite"…
Sim, Matilde Rosa Araújo foi júri desse concurso e, na altura, ofereceu-se para fazer o prefácio quando eu lançasse o meu primeiro livro. Fiquei com o seu contacto e, numa oportunidade que tive, falei com ela.

O livro já esgotou a primeira edição. Como é que recebeu esta notícia?
Muito bem, tendo em conta que perdi noites e noites ligado à Internet a contactar pessoas e instituições para fazer a promoção do livro.

E agora já está na calha uma segunda edição?
Sim. A ideia é apostar ainda um pouco mais neste livro para ganhar nome no mercado.

Os seus textos também já foram elogiados pelo escritor americano Richard Zimler…
De facto ele escreveu um apontamento sobre a minha escrita. Tinha-lhe enviado um e-mail porque era fã dele há alguns anos e formou-se entre nós uma espécie de amizade.

Como se caracteriza como escritor?
A minha escrita não é muito fácil mas penso que uma pessoa que goste de ler prefere um registo mais complexo, que a ponha a pensar. Quem lê os meus textos diz que fica a pensar neles e que, ao lê-los pela segunda vez, extrai dessa leitura outras interpretações que não havia retirado da primeira.

Alguma vez pensou dedicar-se à escrita a tempo inteiro?
Quando se escreve um livro em Portugal, o escritor é o que menos ganha. Se estivesse ligado à escrita não poderia cingir-me somente aos livros. Teria de escrever em jornais e revistas. Ser bancário dá-me um outro nível de segurança que não dá a profissão de escritor. A não ser que houvesse uma aposta séria em mim.

Está a escrever alguma coisa neste momento? Ouvimos falar que está a preparar um romance…
É verdade. Tem um nível de escrita parecido com o do conto. Também é complexo. Possui um estilo semelhante ao das obras de Alexandre Herculano. Está ligado igualmente às questões do quotidiano, da vida, da morte. Aborda temas que tocam, que chocam, como é o caso da pedofilia.

E como se sente neste novo género de escrita?
Para ser franco prefiro o conto porque é uma narrativa breve. Eu consigo escrever dois e três contos ao mesmo tempo. As ideias aparecem-me, escrevo e está feito. O conto sai-me. É quase como um poema. Com o romance é mais complicado. Tem de se construir a história e se a pessoa ler quatro ou cinco páginas e não gostar arruma o livro. Com o conto é diferente. Se a pessoa não gostar do primeiro tem sempre a possibilidade de optar por outro.
22-10-2007 Fonte: CMA
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