18 de Outubro de 2018
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O culto do Espírito Santo segundo José Eduardo Franco
Festas do Império do Divino Espírito Santo de Alenquer 2018
“O culto do Espirito Santo e as metamorfoses da Identidade portuguesa” foi o tema da conferência proferida pelo professor José Eduardo Franco, a 6 de maio, no museu João Mário em Alenquer.

José Eduardo Franco é historiador, professor catedrático, poeta, ensaísta e jornalista e presidiu à Comissão Organizadora do Congresso Internacional do Espirito Santo que decorreu em 2016 entre Alenquer, Coimbra e Lisboa.

Na sua intervenção, o professor abordou o nascimento do culto do Espirito Santo pelo abade Joaquim Fiore no século XII, que dedicaria grande parte da sua vida ao estudo da Bíblia e à interpretação da visão profética das Sagradas Escrituras.

Nessa interpretação do texto sagrado existiriam três estádios, ou Idades da História, correspondentes às três Pessoas da Santíssima Trindade.

A Primeira Idade, correspondeu ao governo de Deus Pai, e é representada pelo poder absoluto, inspirador do temor sagrado que perpassa o Velho Testamento. Correspondeu ao tempo anterior à revelação de Jesus Cristo.

A Segunda Idade inicia-se pela revelação do Novo Testamento e pela fundação da Igreja de Cristo, em que, através de Deus Filho, a sabedoria divina que tinha permanecido escondida da humanidade se revela.

A Terceira Idade, que há de vir, corresponde ao domínio da Terceira Pessoa. Será o advento do Império do Divino Espírito Santo, um tempo novo onde o amor universal e a igualdade entre todos os membros do Corpo Místico de Deus, isto é, entre os cristãos, serão alcançados. No Império do Divino Espírito Santo, as leis evangélicas serão finalmente realizadas e a mensagem que nelas está escondida será finalmente compreendida e aceite pela humanidade.

Apesar de pertencer à Ordem de Cister, a expansão das suas teorias será feita sobretudo através dos frades franciscanos, que o trouxeram para Portugal, onde ganhou ramificações sobretudo por influência da rainha D. Isabel, esposa do rei D. Diniz, e que ficaria conhecida por rainha Santa.

O culto perderia, contudo, expressão por volta do século XIV, para ganhar nova dimensão com o povoamento dos arquipélagos dos Açores e Madeira, e também no Brasil por influência dos frades missionários, e sobretudo pelo padre António Vieira no século XVII.

Defendia Vieira a chegada do Quinto Império, cristão e português que dominaria o mundo, teoria que seria depois desenvolvida por Fernando Pessoa na obra “Mensagem”, e por intelectuais como António Quadros ou a poetisa Natália Correia.

José Eduardo Franco é natural da ilha da Madeira e tem-se destacado como autor, coordenador e co-coordenador de vários projectos de investigação nos domínios das Ciências Sociais e Humanas, dos quais se destacam o “Dicionário Histórico das Ordens”; a “Obra Completa do Padre Manuel Antunes”, os 30 volumes da “Obra Completa do Padre António Vieira”, e o projeto de levantamento da documentação portuguesa patente no Arquivo Secreto do Vaticano.

Em setembro de 2015 foi condecorado com a Medalha de Mérito Cultural pelo Secretário de Estado da Cultura José Barreto Xavier.

08-05-2018 Fonte: CMA
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