24 de Janeiro de 2019
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Pintar e Cantar os Reis
Tradição vem também ao Encontro Numa Tarde de Domingo
Bons Reis
5 para 6 de janeiro, noite de Reis-Magos. De norte a sul do país, bandos de homens cantarão os Reis de porta em porta, mantendo viva uma tradição antiga.

Os Reis encerram o ciclo do Natal. São visitas de Boas-Festas. Mas em algumas terras do concelho de Alenquer, antes de se cantarem, pintam-se, e é aqui que reside a verdadeira originalidade. Os reiseiros, que é assim que se chamam os homens que cumprem este ritual, dividem-se em dois grupos, o dos pintores e o dos cantores, constituindo ambos a «sociedade» de determinado lugar.

A tradição mantém-se viva, e com ligeiras variantes, em lugares como Catém, Meca, Espiçandeira, Casal Monteiro, Bairro, Estribeiro, Ota, Abrigada, Olhalvo, Pocariça, Mata e Penafirme, Penedos e Paúla, pelo que cobre cerca de um terço da área do concelho. Mas há notícia de se terem pintado e cantado os Reis ainda em Cabanas de Torres, Canados, Bogarréus, Fiandal, Valverde, Calçada, Pereiro e Aldeia Gavinha.

Os pintores vão à frente, com os baldes de vermelho e azul misturados na cal e vão deixando nas fachadas das casas, junto às portas, aqueles desenhos que quase de certeza toda a gente já viu: corações e vasos floridos, estrelas, símbolos de profissões, como uma balança ou um martelo e a sigla «B.R.», que quer dizer «Bons Reis», à qual depois da implantação da República se passou, nalguns locais, a acrescentar «V.R.», de «Viva a República», para não haver confusões, e a data.

Quem, em hora oportuna, se lembrou de recolher e registar tudo o que a esta tradição dizia respeito foram os autores da coletânea O Concelho de Alenquer – Subsídios para um roteiro de Arte e Etnografia, professores António de Oliveira Melo, António Rodrigues Guapo e Padre José Eduardo Martins. Como responsáveis pelo seu estudo e divulgação, entre as décadas de 1960 e 1980, através de publicações e uma exposição no âmbito da Associação de Defesa do Património, eles em muito contribuíram, não só para travar o desaparecimento que então se adivinhava, mas para um verdadeiro rejuvenescimento da tradição. E esse estudo está acessível exatamente no volume segundo dessa coletânea.

Mas nada substitui o assistir ao vivo. Se tiver essa oportunidade, poderá assim partilhar do sentimento que, há umas décadas atrás, aqueles estudiosos da etnografia local haviam registado da seguinte maneira: «Sentimo-nos esmagados por aquilo que sabíamos ser a presença viva de um ritual arcaico, de uma expressão popular pura, que chegava intacta até nós, vinda dos confins do tempo».


Encontro Numa Tarde de Domingo de 6 de janeiro: Cantar os Reis
04-01-2013 Fonte: CMA
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