15 de Dezembro de 2017
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A minha rua
Freguesia de Santo Estêvão
Paredes, Pedra de Ouro, Pancas, Casais Novos, Quinta da Carnota
 
   Freguesia mais antiga de Alenquer, foi praça de apresentação do Mosteiro de Odivelas.

   Anexou as freguesias de São Pedro e São Tiago, com sede na vila de Alenquer.

   À freguesia de São Pedro pertenciam, em meados do século XVIII, os lugares de Pedra de Ouro e Casal da Trombeta; à freguesia de São Tiago pertenciam, na mesma data, os lugares de Carregado, Pancas e Pedrulho.

   Tem uma área de 14,7 km². Confronta a norte com a freguesia de Meca e Triana; a sul com a freguesias de Cadafais; a nascente com a freguesia de Carregado e a poente com as freguesias de Carnota.

Bandeira e armas »
 
 
 
Paredes

    “Logar das Paredes. – Hoje distante poucos metros da villa de Alemquer, esta povoação passa como suburbio; mas em poucos annos provavelmente estará encorporada n’esta villa. Nas escripturas antigas figura como ‘logar de Villa Vedra’ pela tradição de ter aqui havido uma povoação romana, tradição que teve origem de umas paredes antiquissimas que os antigos julgavam ruinas de um castello, mas que hoje são conhecidas como vestigios de aqueducto que levava a agua á quinta do Bravo. D’ahi tambem se originou o nome moderno da terra ‘Paredes.’ Assim escrevia Guilherme Henriques, em 1873.

    Em 1601, Diogo Lopes de Sousa, fidalgo cavaleiro, era morador na sua quinta das Paredes.

    O Sport Alenquer e Benfica, fundado em 1944, tem aqui a sua sede desde 1972.
 
 
Pedra de Ouro

    Diz Guilherme Henriques que este “appellido offerece bastante duvida sobre a sua origem. Uns querem que seja Pedra de Oiro, na hypothese de haver aqui rastos do rei dos metaes, outros com mais probabilidade querem que seja Pedradoiro por haver fartura de pedra no sítio.” 

    Cristovão Leitão, deste lugar, foi nomeado vereador da câmara de Alenquer em 1611. Em 1758 contava trinta vizinhos. 

    Em 1939 ainda existiam no centro da povoação as ruínas de uma capela de São Gregório.

    Em 1981 foi aqui fundada a Associação Cultural Recreativa e Desportiva da Pedra D’Ouro. 

    Em 1934, no alto das Eiras, acima deste lugar, descobre Hipólito Cabaço um povoado fortificado, com ocupações do calcolítico e da Idade do Bronze, que ficará conhecido por Castro da Pedra de Ouro. Esta importante estação arqueológica é hoje monumento nacional.

    Não muito distante da Pedra de Ouro, outro castro, chamado do Amaral, foi localizado e explorado por Hipólito Cabaço em 1940. Contém restos de épocas pré e proto-históricas, de cerâmica lusitano-romana, havendo-se ali recolhido dois fragmentos de uma lápida com legenda.
 
 
Pancas

    Aparece com este nome em 1497 e 1527. Pertencia naquelas datas à vintena do mesmo nome. Pertenceu à freguesia de São Tiago de Alenquer.

    D. Pedro Fernandes, bispo de Bona, instituiu um morgado na sua quinta próxima deste lugar. Com origens na Idade Média, a Quinta de Pancas, veio mais tarde a ser dividida em duas propriedades. A primeira manteve-se na posse da família Fernandes-Perestrelo de Vasconcelos; a segunda pertenceu no século XIX aos pais de Álvaro Teles de Meneses Caldeira Castelo Branco e Vasconcelos, que nela nasceu em 1837. Veio a ser governador da Guiné entre 1869 e 1872, tendo o posto de capitão. Em janeiro daquele último ano foi abatido a tiro, em condições controversas, durante uma visita de inspeção a Cacheu.
 
 
Casais Novos

    Tem aqui a sua sede a União Desportiva Recreativa e Cultural de Passinha, Quintinha, Trombeta, Casal S. Francisco, Casal Machado e Casais Novos, coletividade fundada em 1979.
 
 
Quinta da Carnota

    O terreno em que instalou o convento de Santa Catarina da Carnota, pertencia, em 1408, às freiras de Odivelas. À escritura de compra daquele, realizada no dia 23 de setembro daquele ano, seguiu-se a fundação, no local, de um pequeno ermitério, pelo franciscano Frei Diogo de Arias, que aqui se fixou com outros frades capuchos, companheiros no convento de São Francisco de Alenquer.

    Datam do século XV os frescos da igreja.

    Sessenta anos depois da fundação, em 1468, um capítulo da Ordem celebrado em Alenquer ordena a venda de duas cruzes de prata (uma quebrada) do convento para que com o seu produto se comprassem dois breviários e se fechasse toda a cerca. Esta obra iniciar-se-á em 1471, contribuindo para ela João Gonçalves, morador na vizinhança, com a doação de parte do monte sobranceiro.

    Em 1546 realiza-se aqui nova ampliação da cerca.

    Em 1557, reinado de D. João III, refugia-se neste convento D. Manuel de Portugal. Com ele vem um artista flamengo que modelará para os frades as esculturas em barro colocadas em capelinhas espalhadas pela mata.

    Em 1563, por ordem do Provincial, realizam-se novas obras, que serão dirigidas por Frei Francisco de Santa Águeda, guardião do convento à  época.

    Em 1568 passa esta Casa a fazer parte da nova Província de Santo António dos Capuchos.

    Em 1569, ano de peste, encontrando-se a rainha D. Catarina em Alenquer, com sua cunhada, a infanta D. Maria, filha de D. Manuel, ambas visitarão este convento, mandando a referida infanta fazer, na cerca, um presépio monumental.

    Extinta em 1675 a linha da varonia dos padroeiros, família Correia Barém, passa para outros possuidores o vínculo do padroado da capela-mor da igreja deste convento.
 
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