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25 de Setembro de 2017
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Festas e tradições
Romaria de Santa Quitéria de Meca



    A romaria de Santa Quitéria de Meca é, para a população do Alto Concelho, o acontecimento mais importante do ciclo anual dos festejos das terras de Montejunto.
     
   Pálida sombra da grande festa que foi noutros tempos, a afluência de pessoas, o colorido e animação e as características populares da romaria de Meca, surpreendem o visitante ocasional.
    
    A procissão, a bênção do gado e o grande arraial são os componentes obrigatórios e constantes desta antiga festividade. A festa começa com as cerimónias do “dia da Santa”, o primeiro domingo depois de 22 de maio, dia assinalado no calendário cristão com a invocação de Santa Quitéria mártir.
    
   Velha romaria de montanha - o vizinho Cabeço de Meca é, com a Serra da Neve, um dos pontos mais elevados de toda a região -, aqui acorrem, vindos de perto e longe, romeiros com os seus rebanhos e manadas, para a tradicional “bênção do gado”, o momento mais característico e pitoresco da festa.
    
    Para isso, os animais enfeitados com o nastro cor-de-rosa e os seus condutores ou pastores, dão três voltas em redor do cruzeiro situado no largo da igreja. Aí se encontra o padre com a caldeira de água benta e o hissope com que asperge os animais que circulam lentamente à sua volta.

    Antigamente, e devido à grande afluência de animais, utilizava-se neste cerimónia uma caldeira de grandes dimensões que era colocada num aro de ferro que ainda hoje podemos ver chumbado na coluna central do cruzeiro - construção circular com degraus, erigida propositadamente para esta cerimónia, em frente da porta principal da igreja.
    
    A crença popular admite que esta bênção tradicional preserva as pessoas e os animais presentes dos malefícios da raiva. A tradição liga também à bênção outros atos rituais, hoje já caídos em desuso: o costume de dar a comer aos animais pão molhado no azeite da lâmpada da igreja e depois benzido, ou a prática de levar pedaços de nastro bento para proteger os animais que ficaram em casa. Um outro costume ainda hoje bem vivo é o comprar do bolo tradicional da romaria, as argolas, e das rocas de cerejas.
 
 
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