14 de Dezembro de 2017
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Freguesia de Pereiro de Palhacana
Pereiro, Palhacana, Mata de Palhacana, Soeiro Cunhado, Bonvizinho, Valverde, Calçada
 
    Pertenceu à freguesia de Santo Estevão de Alenquer, tendo-se autonomizado. A sede da freguesia foi, até 1928, no lugar de Palhacana. Naquela data mudou-se para o lugar do Pereiro, adotando então o atual nome. A igreja de São Miguel, antigo orago da freguesia, situada em lugar ermo, está, há muito, em ruínas. O arquivo paroquial remonta a 1592.

    Confronta a norte com as freguesias de Aldeia Galega da Merceana e Ribafria; a sul com o concelho de Sobral de Monte Agraço; a nascente com a freguesia de Carnota e a poente com o concelho de Torres Vedras.

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Pereiro 


Pereiro, década de 30

    Compunha-se, em 1497, de seis fogos, número que se elevou para 15, até 1527. Em 1712 estava já no dobro o número de casas de habitação, 30, importância que igualmente mantém em 1758. Em 1911 são 241 os moradores, distribuídos por 55 fogos.

    A igreja de Nossa Senhora da Conceição, atualmente paroquial, com um alpendre de colunas toscanas paralelo ao corpo do edifício, mostra, no seu interior, vestígios do século XVI: arco do cruzeiro e talvez as duas pias de água benta. Do século XVII são os  lambris de azulejos. A imagem da padroeira pertence ao século XVIII.
    Aqui terá possuído bens, o célebre Pedro Álvares Cabral, os quais trocou, em 1509, por uma quinta em Santarém, onde morava.

    Em 1729, João da Costa Távora era proprietário de uma quinta neste lugar, talvez a Quinta do Pereiro, que em 1873 era propriedade de Manuel Baptista.
    Ao Pereiro ligou-se um ramo da família do célebre botânico Félix de Avelar Brotero. Em 25 de janeiro de 1789 casaram, na ermida do Espírito Santo deste lugar, o Dr. Joaquim Pereira Fajardo de Azevedo, de Alenquer, e D. Maria Margarida Rosa de Avelar e Noronha. Esta era filha do capitão Domingos Rodrigues de Avelar e de D. Francisca Rosa de Avelar e Noronha, presumivelmente irmã de Brotero. Deste casal terá sido também filho o capitão Matias José Rodrigues de Avelar, vereador da Câmara de Alenquer entre 1821 e 1823.

    A ermida do Espírito Santo, que já existia no princípio do século XVIII, é hoje desaparecida. Tinha hospital para os passageiros.

    Os festejos anuais, em honra de Nossa Senhora da Conceição, realizam-se no dia 8 de dezembro. São atualmente organizados pela Associação Juvenil Recreativa Cultural e Desportiva do Pereiro de Palhacana, fundada em 1980.
 
 
Palhacana

    O topónimo parece ter a sua origem em pallacana (que se lê palhacana, em castelhano), do latim de Plínio, e que significa “cebola dura, comprida, sem cabeça”.

    Há outro lugar com este nome, na freguesia de Condeixa-a-Velha, concelho de Condeixa-a-Nova.

    A notícia mais antiga que se refere a este lugar é a da doação que D. Afonso Henriques faz, em 1162 ou 1164, ao mosteiro de São João de Tarouca, da herdade de Palhacana (Palhacaan) no termo de Alenquer. Guilherme Henriques afirma ignorar, em 1873, se esta propriedade corresponderia à propriedade então conhecida por Quinta de Palhacana, ao tempo de João Baptista Canha.

    Em 25 de dezembro de 1253, o mosteiro de Alcobaça afora a João Peres e sua mulher Maria Martins um casal em Palhacana, o qual havia sido doado ao mosteiro por Paio Álvares, arcediago de Lisboa.

    Pertencendo ao termo de Alenquer, em 1259 já era sede de freguesia. Com a criação do município de Aldeia Galega, passou a pertencer ao termo deste.

    Cresceu este lugar até talvez meados do século XVIII, mas sofreu depois um forte declínio. Contava, em 1497, oito fogos; 13 em 1527; 30 em 1712. Mas em 1911 o número de casas era apenas de 18, habitadas por 54 moradores. 

    Aqui existia, em meados do século XVIII, uma ermida dedicada a São Paio, entretanto desaparecida.
 
 
Mata de Palhacana

    Contava 23 fogos, em 1911, e 120 moradores.

    Aqui se realizam os tradicionais Leilões de Natal, no dia 25 de dezembro. Hoje são organizados pelo Centro de Cultura e Recreio de Mata de Palhacana, fundado em 1975.
 
 
Soeiro Cunhado

    Em meados do século XVIII aparece-nos com o nome de Seracunhado. Pela mesma altura existia aqui uma Quinta de Serra Cunhado.

    Em 1911 contava 93 moradores, distribuídos por 20 fogos.

    Tem uma pequena capela dedicada a Santo Amaro, cuja capela-mor é coberta por uma cúpula hemisférica. A imagem do padroeiro, escultura em pedra, policromada, é bastante antiga. Esta capela seria, por meados do século XVIII, da invocação de Nossa Senhora do Rosário, ou então terá existido uma segunda ermida neste lugar, mais tarde desaparecida.
 
 
Bonvizinho

    Compunha-se de uma dúzia de fogos no século XVIII (12 tanto em 1712 como em 1758). Em 1911 contava 23 e 87 moradores.

    Aqui existia, em meados do século XVIII, uma ermida do Bom Jesus, entretanto desaparecida.

    Em 1988 fundou-se o Centro de Cultura e Recreio do Bonvizinho.
 
 
Valverde

    Compunha-se de 18 fogos em 1712, número que mantinha em 1758. Em 1911 eram apenas 12, albergando 53 moradores. 

    No início do século XVIII existia aqui uma ermida, mais tarde desaparecida.

    A Quinta de Valverde pertencia, em 1873, a António Pimentel Maldonado.
 
 
Calçada

   Em 1911 contava 8 fogos e 27 moradores.
 
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