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29 de Março de 2017
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Festas e tradições
Círios

    São atualmente conhecidos os Círios de Geraldes à Senhora da Piedade da Merceana, o de Olhalvo à Senhora da Nazaré, o de Labrugeira a S. Jorge e o de Vila Chã à Senhora da Misericórdia de Moita dos Ferreiros.
    Estes Círios são romarias de caráter popular que, no cumprimento de promessas, ligam dois Santuários. Eram, no passado, feitos com carros e galeras enfeitados de flores e de ramagens, constituindo momentos altos de religiosidade popular.
    O mais antigo e, porventura, mais importante será o Círio de Olhalvo à Senhora da Nazaré, que ocorre durante o mês de setembro e se faz ano após ano nos três lugares da freguesia: Olhalvo, Penafirme da Mata e Pocariça.


Círio de Olhalvo
 
    De entre estas peregrinações coletivas, o Círio de Olhalvo à Senhora da Nazaré ocupa um lugar de relevo, apesar de ter perdido o seu aspeto primitivo, e com ele o colorido das galeras enfeitadas e a frescura da música da gaita de foles ou da flauta pastoril.
    Inicia-se na sexta-feira anterior ao terceiro domingo de setembro. Um dia antes da partida, os festeiros percorrem os três lugares da freguesia fazendo um peditório.
    Noutros tempos, na época das descansadas galeras, a partida era na quinta-feira, ao som festivo do estalejar de foguetes e morteiros. À frente iam o pendão e a bandeira, levados por cavaleiros, seguidos das muitas galeras engalanadas.
    Dormia-se nas Caldas da Rainha e pela manhã de Sexta-feira dava-se a chegada ao Santuário. Hoje já não é preciso dormir nas Caldas. Os automóveis possibilitam que se parta na manhã de sexta-feira.
    Mas o cerimonial no santuário não mudou. A chegada é pelas 10 horas. À entrada da povoação, o pároco e a banda de música esperam os peregrinos e em procissão dirigem-se todos para a igreja do santuário. Aí, depois de dadas três voltas em torno desta, segue-se a missa cantada com sermão.
    Nos cadeirais que rodeiam a capela-mor sentam-se os festeiros do Círio e dois deles seguram tochas de ambos os lados do altar. Na procissão que se segue à missa compete a homens do Círio pegar às varas do pálio.
    E porque à Nazaré se ia, nessa altura, só por esta razão, imediatamente se pensava na volta.
    Pelas três da tarde, ao som do badalar dos sinos, punham-se as galeras em marcha para o regresso. Outra noite dormida nas Caldas e, pelas cinco da tarde de sábado, chegava-se a Olhalvo para deixar na igreja o pendão e a bandeira. Com transportes mais rápidos, o regresso tem, hoje em dia, lugar no domingo - as insígnias são recolhidas na igreja às cinco da tarde.
    Segunda-feira parte o cortejo do Círio do lugar do Cruzeiro, Olhalvo, para a igreja.
    Depois das três voltas tradicionais nas ruas em frente do adro, o cortejo entra na igreja que, nesse dia, é pequena para acolher devotos e peregrinos. A ladainha e um sermão encerram o Círio à Senhora da Nazaré.
    A tradição do círio de Olhalvo mantém-se, precisando-se, até, na sua organização. Sendo, de início, comum a toda a freguesia, passou, em determinado momento (quando, não se sabe), a ser tomada alternadamente por festeiros de cada um dos três principais lugares da freguesia: Olhalvo, Pocariça e Penafirme da Mata.
   

O Círio da Labrugeira
    
    O Círio da Labrugeira à Capela de São Jorge apresenta a particularidade de percorrer uma curta distância dentro do concelho. A sua origem está relacionada com o facto de, aquando do terramoto de 1755, esta capela ter ficado arruinada e de o dono de uma quinta próxima, a do Riacho, ter levado para a capela dessa quinta a imagem do santo. Anos mais tarde a capela foi reconstruída e abençoada (a 18 de agosto de 1890), depois da procissão que saíra da Labrugeira com a imagem. Desde essa época que se faz, no mês de agosto, o Círio de São Jorge.
     A conduzir os estandartes – guião e bandeira - seguiam, a cavalo, o juiz e o procurador da festa. A acompanhá-los outros cavaleiros, o gaiteiro e carros enfeitados. Chegados a São Jorge eram cumpridas as tradicionais voltas à capela, cantando todos. 
    À tarde, e depois de descansar sob as árvores, onde «saboreiam alegremente e com apetite os farnéis abundantes», e passado o calor, regressavam a casa. Repetiam-se as três voltas à capela e depois outras três à chegada à Labrugeira, enquanto se faziam estalar foguetes e repicar os sinos.
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