15 de Dezembro de 2017
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Freguesia de Ribafria
Ribafria, Mato, Palaios, Azedia, Silveira do Pinto, Carneiros, Sobreiros
 
    A proposta para a criação da freguesia de Ribafria é de 1988.

    A sua área resulta do desmembramento da freguesia de Pereiro de Palhacana, dividida desde há muito pela rivalidade dos lugares que a compunham. 

    Confronta a norte com a freguesia de Aldeia Gavinha; a sul com as freguesias de Pereiro de Palhacana e Carnota; a nascente com a freguesia de Meca e a poente com a freguesia de Aldeia Galega da Merceana.

    O Vale de Ribafria, que atravessa toda a freguesia, é conhecido pela produção de cerejas e pela imagem das cerejeiras em flor, na primavera.

Bandeira e armas »
 
 
 
Ribafria

    Pensamos ser este o lugar que se refere num documento de 1483 com o nome de Soriba Fria.
Contava 10 fogos em 1497; 25 em 1527; 50 em 1712, e ainda em 1758. Em 1911 reduzira ligeiramente, contando 45 fogos e 190 habitantes.

    Da igreja de Nossa Senhora do Egipto, destaca-se o portal manuelino. O alpendre é mais recente. Do século XVI serão ainda a pia batismal e uma escultura de São Brás, em pedra. Ao século XVIII pertencem o altar-mor e algumas imagens que se guardam neste templo.
    Entre os soldados portugueses que, durante o século XVI, foram prestar serviço na índia, encontra-se João Vaz Alcoforado, de Ribafria.

    José Gomes Castelo, desde lugar, foi grande benfeitor da Misericórdia de Aldeia Galega. Em 1792, depois de obter autorização da rainha D. Maria I, doa todos os seus bens àquela Casa, para a instalação de um hospital para recolhimento e sustentação dos pobres e cura dos enfermos. 

    As festas da padroeira, Nossa Senhora do Egipto, realizam-se na primeira semana de setembro. A sua organização é hoje da responsabilidade do Grupo Recreativo e Cultural “Os Águias” de Ribafria, fundado em 1980.
 
 
Mato 

    Mato, vista geral

   Aparece com este nome em 1497 e 1527. Pertencia naquelas datas à vintena do Pereiro.

    O que há de mais notável no Mato é o que resta do antigo Convento de São Jerónimo, hoje transformado na Quinta do Mato. Dada a antiguidade deste convento, é natural que tenha sido a partir do seu estabelecimento que se tenha originado a povoação próxima. Os dados demográficos não se opõem a esta hipótese: contava duas moradias em 1497 e seis em 1527.
    O topónimo é óbvio: “situado num valle (...) entre grandes bosques e arvoredos silvestres, de que lhe resultou o nome” conforme o Santuário Mariano. O vale é o vulgarmente chamado Vale de Ribafria. A mancha de arvoredo subsiste ainda.

    Entre edificação e fundação, as notícias apontam para D. João I como primeiro fundador do convento, no lapso de tempo que vai de 1389 a 1400. Ter-se-ão sucedido duas ruínas até à reedificação, em 1500, por D. Manuel I, grande devoto desta Ordem e desta Casa, onde se terá recolhido muitas vezes. O Manuelino está presente no pórtico da igreja, numa janela, na porta principal do edifício e nos restos dispersos de outras peças.

    Continuando a crescer, a povoação parece estabilizar pelos 32 fogos, tantos quantos a compunham em 1712 ou 1758. Em 1911 chegaria aos 40 com 203 habitantes.
 
    Neste convento instituíram capela Catarina Francisca, em 1625, e António da Costa e sua mulher Inês do Vale, em 1662.

    Alguns anos após a extinção dos conventos, por meados do século XIX, é propriedade e residência do brigadeiro graduado José António Tavares (n. 1786). Na sua família se conservará por algumas gerações. Outro José António Tavares (1844-1915), funcionário do Tribunal de Contas, filho, talvez, do primeiro, ocupará na Câmara Municipal de Alenquer os cargos de vice-presidente (1898-99), presidente (1902-06) e vereador (1906-08). Um filho deste, também do mesmo nome, José António Tavares Júnior (n. 1880), será vereador na última câmara da monarquia (1909-1910).
 
    Em 1801, José Gomes, do lugar do Mato, era proprietário e mestre de um forno de cal situado no Casal de Lafões.

    As festas anuais, em honra de São Jerónimo, realizam-se no último fim de semana de junho. São atualmente organizadas pelo Rancho Folclórico “Primavera em Flor” do Mato, fundado em 1985.
 
 
Palaios

    O nome aparece já nos finais do século XV. Compunha-se então de nove fogos. Em escassos 30 anos (1497 a 1527), verá este número aumentar para 20. Até 1712 haverá ligeiro decréscimo – são 16 os vizinhos. Já em 1911 serão 120 os habitantes dos 28 fogos do lugar. 

    No século XVI havia aqui um vínculo, o Morgado de Palaios, que por 1577 administrava Diogo Pereira, escudeiro e confrade da Casa do Espírito Santo de Alenquer. Era de Arruda, onde a sua família se ligou aos Gago, daquela vila. 

    Na primeira metade do século XVIII, existia aqui uma ermida de Nossa Senhora dos Prazeres, mais tarde desaparecida, e duas quintas, uma pertencente a D. Mariana de Morais, a outra a Rodrigo de Sequeira, certamente as ainda existentes, Quinta de Palaios e Quinta do Carmo, sem que possamos dizer, com rigor, a quem respetivamente pertenciam. Rodrigo de Sequeira era, segundo Guilherme Henriques, descendente de um Simão Ferreira sepultado no convento do Mato.

    A Quinta do Carmo pertencia, em meados do século XIX, a Manuel Joaquim Quintela Emauz (n. 1822), bacharel em leis, morador na Quinta do Bouro em 1852.

    Na Quinta do Conde, que pertencia à vintena de Palaios, existia, em 1801, um forno de cal, de que era mestre Teotónio Henriques, rendeiro da mesma quinta.

    Aqui se realizam, em janeiro, os Leilões de São Vicente. A sua organização cabe à Sociedade Recreativa e Desportiva de Palaios, fundada em 1983.
 
 
Azedia

    Triplicou o número de fogos, três, que contava em 1497, até 1527. No século XVIII conta 20 (1712, 1758). E em 1911, 29 e 119 moradores.

    Existiu uma Quinta de Azedia, que em 1873 pertencia a António Joaquim.

    Numa colina sobre este lugar, ergue-se a capela de invocação de Nossa Senhora dos Remédios, que no ano de 1410, neste local, terá aparecido a dois meninos que brincavam. Pequena, com alpendre, construção talvez dos séculos XVII ou XVIII, foi alvo de grande devoção popular, em romagens de sítios distantes.
 
 
Silveira do Pinto

    Na transição dos séculos XV para XVI, quando a maioria dos lugares do concelho crescia, este perderá dois dos seus quatro fogos, entre 1497 e 1527. A tendência não se manteve e em 1712 são já 16, tantos quantos se lhe apontam ainda em 1758. Será preciso século e meio para que este número atinja o dobro. São efetivamente 32 os fogos em 1911, habitados por 133 pessoas.

    Em 1339, D. Vasco, bispo do Porto, era proprietário de uma quintã no termo de Alenquer, na Silveira. Seria esta, ou a vizinha Silveira da Machoa?
 
 
Carneiros

    Contava cinco fogos em 1497, número que se mantinha 30 anos mais tarde. Em 1911 eram já 30, neles morando 126 pessoas.
 
 
Sobreiros

    Este lugar, que se encontra nos limites das freguesias de Ribafria e Aldeia Gavinha, contava, em 1911, 90 habitantes, divididos por 20 fogos.

    Em 1767 residia na Quinta dos Sobreiros Manuel de Sousa Alvim Coutinho, fidalgo da Casa Real. Esta propriedade pertencia, em 1873, a F. J. R. Casaleiro. Na mesma data, o Casal dos Sobreiros pertencia a Diogo Carlos Duff.
 
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