23 de Abril de 2018
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Freguesia de Carnota
Santana da Carnota, Pipa, Gavinheira, Antas, Canhestro, Silveira da Machoa, Moinho de Vento, Casal das Eiras, Gataria, Boafaria, Soupo, Serra
    
   Foi curato anexo a Santo Estevão de Alenquer. Orago, Santa Ana. O arquivo paroquial remonta a 1700.

   Tem uma área de 18,03 km². Confronta a norte com as freguesias Ribafria e Meca; a sul com os concelhos de Sobral de Monte Agraço e Arruda dos Vinhos; a nascente com as freguesias de Santo Estevão e Cadafais e a poente com a freguesia de Pereiro de Palhacana.

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Santana da Carnota 

   
Santana da Carnota, vista geral

   O topónimo deve relacionar-se com a existência remota neste sítio de uma ermida de invocação a Santa Ana e que pode ter estado na origem da atual igreja paroquial. Em 1590 existia uma Quinta de Santa Ana pertencente a João de Mesquita Perestrelo. A informação é de Guilherme Henriques.

   Quanto ao da Carnota, pensamos tratar-se de distintivo, adotado pela proximidade com um antigo lugar deste nome, hoje desaparecido, na freguesia de Cadafais, que terá tido alguma importância na Idade Média.

   Hipólito Cabaço localizou no lugar ou imediações materiais do período eneolítico.

   O lugar já existia no final do século XV contando apenas três fogos. Mas em 1527 já este número triplicara. No princípio do século XVIII são já 30 as famílias.

   Em 1911 conta 39 fogos e 165 habitantes.

   Em 1873 pertencia, lugar e freguesia, ao 2.º distrito do Juízo de Paz, com sede na freguesia de S. Miguel de Palhacana. E era sede de uma das dez cadeiras de instrução primária masculina do concelho de Alenquer. Em 1896 tinha já delegação do correio.

    A igreja matriz é uma reedificação de outra anterior, cuja capela-mor ficou totalmente arruinada com o terramoto de 1755. Construída alguns anos depois desta data, apresenta um grande equilíbrio de proporções. Da decoração arquitetónica interior, destacam-se os trabalhos de pedra e estuque, ao gosto da época. Guardam-se aqui algumas interessantes imagens, algumas em baixo relevo, dos séculos XVII e XVIII.

    Os festejos em honra da padroeira são organizados pelo Clube Desportivo de Santana da Carnota, fundado em 1975.
 
 
Pipa

   A primeira referência que encontramos sobre este lugar remonta a 1239, quando em maio desse ano a infanta D. Constança Sanches fez escambo com Joannes Petri, parochiano S. Stephani de Alamquer, dando-lhe uma herdade que tinha no Carril, termo de Alenquer, e outra que tinha na Pipa, do mesmo termo, em troca de todos os bens de raiz que ele possuía no termo de Alenquer e no de Arruda junto ao Poço dos Negros.

   Teve um crescimento relativamente significativo entre 1497 e 1527, passando de sete para 16 fogos. Mas no início do século XVIII eram apenas 12.

   Em 1911 atinge os 32, vivendo neles 125 indivíduos.

   Existe aqui uma capela de Santo António que deve ser muito antiga atendendo à idade da imagem do padroeiro, escultura em pedra do século XV ou XVI, hoje muito degradada. Esta capela pertencia, em meados do século XVIII, à Quinta do Arrieiro, no limite do lugar, hoje conhecida por do Areeiro. Santo António é aqui festejado no dia 13 de junho. A organização destas festas é atualmente da responsabilidade da Associação Recreativa Progresso, Cultura e Desporto do Lugar da Pipa, fundada em 1981.

   Na saída do lugar está a Quinta do Chafariz, imponente conjunto arquitetónico com marcas dos séculos XVII e XVIII. Dele se destacam o chafariz que lhe dá o nome à propriedade, o arco, sobre a estrada, hoje alterado, e uma capela de invocação de Nossa Senhora da Conceição, datada de 1674. Foi seu proprietário José de Sousa Pereira, que nela terá nascido, e faleceu em Lisboa em 1689. Filho de Luís Pereira de Sá e de D. Catarina de Sousa, foi fidalgo da Casa Real, doutor em Leis, lente de Instituta, conselheiro da Fazenda, desembargador e comendador da Ordem de Cristo. Nomeado embaixador a Roma, não aceitou o cargo.
 
 
Gavinheira

   De cinco fogos que contava em 1497, passou para 15, o triplo, em 1527. Nos começos do século XVIII eles já atingiam os 22. Deve ter decrescido bastante em população durante o século XIX. Em 1911 eram apenas 10 os fogos, habitando neles 37 pessoas.

   Embora Luciano Ribeiro entendesse que o topónimo Gavieriam, referido num aforamento feito em 24 de março de 1255, pelo mosteiro de Alcobaça a Pedro Domingues, se relacionasse com Aldeia Gavinha, não será de excluir a hipótese de se tratar deste lugar.
 
 
Antas

    Este topónimo, Antas, aponta para que neste lugar tenha existido um monumento megalítico de tipo dolménico, apesar de não haver dele quaisquer sinais.

    Conta quatro famílias em 1497, cinco 30 anos mais tarde. No início do século XVIII serão já 32 os fogos. Dois séculos depois esse número baixara. Em 1911 conta 22 fogos, habitados por 99 indivíduos.

    Na Ermida de Nossa Senhora das Angústias instituiu capela o Padre Fernando Alves (ou Álvares), em 1663, que viria a ser abolida em 1777. Este pequeno templo, alpendrado, pertenceu à Quinta das Antas, à saída do lugar, em direção a Santana, com marcas arquitetónicas dos séculos XVIII e XIX e um pombal de dimensão descomunal.
 
 
Canhestro

    Havia aqui apenas uma casa em 1497. Trinta anos depois já contava cinco. Nos começos de setecentos, seis. Alcançará os oito fogos em 1911, residindo neles 52 indivíduos.

    Lugar muito pequeno, chegou a ter uma filarmónica, na última década do século XIX. Chamou-se Sociedade Filarmónica do Canhestro Recreativa da Carnota e foi fundada em 28 de dezembro de 1890. Não chegou aos três anos de existência, atuando pela última vez em outubro de 1893. José Carvalho da Silva, deste lugar, ficou depositário dos instrumentos e fardamentos.

    O Casal do Canhestro pertencia, em 1873, a João da Silva.
 
 
Silveira da Machoa

    Sofreu grande aumento entre 1497 e 1527, passando de apenas dois fogos para 13. Em 1911 tinha 14 fogos e 67 moradores.

    Em 1339, D. Vasco, bispo do Porto, era proprietário de uma quintã no termo de Alenquer, na Silveira. Seria esta, ou a vizinha Silveira do Pinto?

    A Quinta da Silveira pertencia, em 1873, a José Ferreira Leal.
 
 
Moinho de Vento

    Contava cinco fogos em 1497. Daqui até 1527 ascenderá aos 14, número que, curiosamente, se mantém constante em todas as outras datas de que temos informação: 1527, 1712 e 1911. Nesta última era de 54 o número de habitantes.

    Na Ermida de Nossa Senhora do Amparo instituiu capela o abade Luís Gomes Ribeiro, em 1747.

    Em 1801 existiam na vintena do Moinho de Vento duas fábricas de curtume de coiros. Uma pertencia ao mestre curtidor Francisco Gomes deste lugar, da qual eram meeiros seus filhos João e José Gomes e nela curtiam por sua conta. A outra pertencia ao mestre Pedro da Silva.

    Em 1873, a Quinta do Moinho de Vento pertencia a Joaquim José Leitão e o Casal do Moinho de Vento a Gertrudes da Salvação.
 
 
Casal das Eiras

    Contava nove fogos no princípio do século XVIII.

    Em julho, primeiro fim de semana, realizam-se os festejos em honra de Nossa Senhora do Amparo, cuja imagem se venera na capela do lugar do Moinho de Vento, contíguo a este. Atualmente, a organização destes festejos é da responsabilidade da Sociedade Recreativa e Desportiva do Casal das Eiras, fundada em 1976.
 
 
Gataria

    Contava 17 fogos no princípio do século XVIII. Em 1911 contava 21 e 80 habitantes.

    A Quinta da Gataria pertenceu à família Falcão Trigoso, razão porque se tornou também conhecida por Quinta do Falcão.
 
 
Boafaria

   Em 1527 aparece como Bofoaria; em 1727 como Bofaria.

    Compunha-se de quatro fogos em 1527, número que quadruplicará em menos de dois séculos.

    Em 1911 conta apenas 10 fogos e 39 indivíduos.
    A Quinta da Boafaria (ou Bufuaria) esteve desde o século XVI vinculada à capela de Filipa Sacota e pertenceu, entre os séculos XVIII e XX, à família D’Antas da Cunha e Brito, de Alenquer.
 
 
Soupo

    Verificou-se aqui um significativo crescimento entre 1497 e 1527, subindo de três para 13 fogos. Parece ter depois estabilizado. No início do século XVIII contava apenas 14. Nos duzentos anos seguintes o aumento foi pouco expressivo, atingindo, em 1911, os 22 fogos e 99 habitantes.

    Em 1984 fundou-se aqui o Centro de Convívio do Soupo.

    A Quinta do Sopo pertencia, em 1873, a António Francisco Gomes Ganchas.

    A Quinta do Pinheiro, também próxima deste lugar, foi a propriedade principal do morgado dos Teles de Alenquer, instituído em 1466 por Martim Teles, Cavaleiro da Ordem de Cristo, e que se manteve nesta família mais de 300 anos. Nela se destacou o escritor José Xavier de Valadares e Sousa.
 
 
Serra

    De dois fogos apenas, que contava em 1497, passou para seis, em 1527. No começo do século XVIII são 16, e já em 1911, 26, contando nesta data 102 habitantes.

    Existe aqui a Associação de Desporto, Recreio, Cultura e Melhoramentos do Lugar da Serra, fundada em 1982.
 
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