11 de Dezembro de 2017
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Freguesia de Cabanas de Torres
Cabanas de Torres, Paúla
    
    Criada em 1608, a partir do desmembramento da freguesia da Ventosa, foi curato anexo a este priorado.
    
    Situada nas abas da Serra do Montejunto, tem uma área de 6,79 km², o que faz dela a mais pequena freguesia do concelho. Confronta a norte com o concelho do Cadaval (Serra do Montejunto); a sul com as freguesias de Ventosa e Abrigada; a nascente com a freguesia de Abrigada e a poente com a freguesia de Vila Verde dos Francos.

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Cabanas de Torres 
   
Cabanas de Torres, vista geral

   Cabanas da Torre parece ser a versão mais remota do topónimo. Desta forma se encontra registado em documentação de 1497, 1527 e 1637, o que parece condicionar em parte a tradição contada sobre a origem da povoação, que é semelhante à do vizinho lugar de Cabanas do Chão, da freguesia de Abrigada: Conta-se que fora fundada no século XIII por habitantes de Torres Vedras, dali fugidos em consequência duma epidemia que nela grassara; e que este povo, guiado pelo seu pároco, ocupou umas terras no chamado Monte Santo onde ergueu as primitivas cabanas e edificou uma pequena capela onde colocou uma imagem de São Roque, trazida de Torres Vedras.

    Em finais do século XV era já lugar de alguma importância pois contava 12 fogos, chegando aos 15 no fim do primeiro quartel do século seguinte.No princípio do século XVIII seriam já 80 o número de fogos. Em 1758 registava 58, habitados por 182 indivíduos maiores e 21 menores. Em 1911 eram 113 os fogos, e 494 os indivíduos.

    Tenha ou não aquela tradição algum fundamento, certo é que o sítio onde se desenvolveu o lugar de Cabanas de Torres já fora ocupado muitos séculos antes do século XIII. 

    Luciano Ribeiro encontrou aqui uma construção do período megalítico, um megáron, que, segundo o seu próprio relato, era o mais perfeito dos observados pelo arqueólogo abade Henry Breuill. Por meados do século XX já havia desaparecido, dando lugar a uma casa de habitação.

    Classificados como do período eneolítico são alguns machados polidos descobertos por Hipólito Cabaço.

    Vários objetos do período lusitano-romano têm aqui sido descobertos. Consta que no sítio dos Malhões e Vinha Velha, a meio caminho da Paúla, durante umas surribas realizadas nos anos cinquenta (século XX), se encontraram pedras de sepulturas, telhas e lucernas.

    A igreja de São Gregório Magno, matriz da freguesia, é um pequeno e simples templo, com alpendre abobado, que, de notável, apresenta um modelo vulgar de campanário e, no interior, azulejos enxaquetados, azuis e brancos, do século XVII, e um painel do século XVIII, representando “S. Miguel pesando as almas”. O púlpito ostenta a data de 1690. 

    O padroeiro é festejado conjuntamente com São João Baptista, no primeiro domingo de setembro. A organização dos festejos cabe à Associação Recreativa Montejunto Orquestra Clube de Cabanas de Torres, fundada em 1953. São João Baptista é venerado numa pequena e rude ermida situada no alto da Serra, junto à fronteira entre os concelhos de Alenquer e Cadaval. No seu interior são de destacar os azulejos policromos do frontal do altar, do século XVII. De finais do mesmo século é provavelmente o retábulo, em mármore rosado. Do século XVIII são os azulejos que representam temas da vida de São João.

    Na igreja de São Gregório casaram, em 3 de maio de 1685, António de Almeida de Goes Souto Maior, natural do lugar dos Canados, freguesia de Meca, morador na Labrugeira, viúvo de D. Isabel Pacheco de Oliveira, com D. Maria Josefa de Sampaio, natural do lugar de Cabanas de Torres, filha de Manuel Nunes e de sua mulher Inês de Sampaio, moradores no lugar de Cabanas de Torres. Aqui nasceu seu filho, António de Goes Souto Maior, capitão-mor de Alenquer, que casou em Olhalvo com D. Mariana Josefa Barreta. Foi morador no lugar de Olhalvo, onde faleceu em 1749.

    É conhecida a existência, em 1712, de uma quinta pertencente a Luís Garcez Palha Encerrabodes, que Guilherme Henriques já não refere, em 1873. 

    Em 1960 ainda existia uma casa que a tradição local dizia ter sido ocupada pelo infante D. Francisco, irmão de D. João V, durante os períodos em que vinha fazer grandes caçadas aos animais que então abundavam na Serra. Em 1779 nasceu neste lugar Manuel Matias Vieira Fialho de Mendonça, que viria a falecer em Coimbra, em 1813. Foi educado na Baía, Brasil, onde seu pai, Manuel Vieira de Mendonça, esteve como magistrado. Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1807, foi professor de gramática latina, advogado na comarca de Santarém, poeta e tradutor. Deixou impressos: Rimas Poéticas, Atreu e Tryestis, Canto Heroico, Dicionário Jurídico e História da Conspiração de Catilina.
 
 
Paúla

    Chamou-se mais remotamente Paul, mas a pronúncia local deve ter feito chegar o topónimo à forma atual. Escrevia-se, de facto, Apaul em 1497 ou Paul em 1667.

    Verificou-se aqui um crescimento muito rápido na transição dos séculos XV/XVI. Em apenas 30 anos – 1497 a 1527 – passará de nove a 24 fogos. Parece estabilizar então à volta deste número. Conta 25, apenas mais um, no início do século XVIII e 21 em 1758.

    Em 1911 são já 260 os habitantes e fogos 59.

    A capela, das mais antigas do concelho, segundo a tradição, é dedicada à Senhora do Ó, festejada no quarto domingo de agosto. A organização da festa é da responsabilidade do Centro Cultural da Paúla, fundado em 1978.

    Houve outrora uma outra ermida dedicada a São Roque, “defronte do lugar no meio da charneca”, como informa Guilherme Henriques, que já não existia em 1873, quando ele publica o seu livro.
 
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